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Perspectivas de destruição

por Tempos Modernos, em 28.10.12

 

(Foto: sol.sapo.pt)

 

Bem antes de Juan José Millás ter escrito Un Cañon en el Culo já se tinha referido por [Atenção que a imagem é bastante violenta e pode ferir susceptibilidades] que por ameaças menores do que a da tróica muitos países tinham partido para a guerra

 

Aguiar Branco pode sempre acusar comentadores de constituirem uma ameaça à segurança nacional. Haverá comentadores que consideram o Governo a que pertence mais rápido e eficaz a destruir Portugal que uma hipotética ameaça externa.

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publicado às 16:36

É pedir ao senhor ministro

por Tempos Modernos, em 11.08.12

Pelos vistos, desapareceram documentos sobre o negócio dos submarinos.

 

Ainda bem que Paulo Portas fez segundas vias.

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publicado às 09:24

Fracassos diplomáticos

por Tempos Modernos, em 13.06.12

 

Ninguém ligou muito à coisa mas Portugal levou recentemente dois bofetões diplomáticos de peso.

 

Um por conta de Paulo Portas, quando após mobilizar meios militares de peso, assustar e deslocar populações, viu o país ser afastado das negociações pós-golpe na Guiné Bissau e a CPLP substituída pela CEDEAO nas negociações para procurar uma solução.

 

Em ano trágico, o apagado e ausente Paulo Portas não deixará nas Necessidades a boa imagem que, apesar dos submarinos, deixou na Defesa.

 

O outro bofetão, correu por conta de Cavaco que foi comemorar a Dili os dez anos da independência de Timor-Leste.

 

Além da falta de gosto e de tacto protocolar e diplomático de ir para as comemorações dos outros lamentar-lhes a pobreza, ainda ouviu da boca do presidente Taur Matan Ruak que o português deveria passar a ser ensinado como língua estrangeira.

 

O facto é tanto mais insólito quanto Cavaco andou por lá chamando a atenção para a importância do ensino do português.

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publicado às 10:02

 

 

... capazes de gerar riqueza com o mar, mas no Governo parece falar-se mais do que se planeia e projecta.

 

Talvez seja para dar graxa aos militares - que poderão ter as suas virtudes, mas a de criar riqueza não é uma delas - e baixar a tensão provocada por um ministro na pasta errada.

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publicado às 17:43

As asas da borboleta ou a campainha do mandarim

por Tempos Modernos, em 19.04.12

 

A ligeireza populista com que nas feiras Paulo Portas se faz apanhar pelas câmaras de televisão pode terimpacto internacional.

 

Desaparecido ao longo de meses nas bolamas dos Negócios Estrangeiros, o ministro reapareceu para se mostrar a fazer figura.

 

Evidenciou a imagem de estadista de pulso que gosta de fazer passar. Sempre faz esquecer o seu papel essencial como produtor de frases de efeito.

 

A vaidade de Portas é preocupante quando os assuntos são delicados. A realidade comprova a análise, Demasiadas vezes e com demasiada força.

 

Na Guiné Bissau, o anúncio tonitruante da activação de uma Força de Intervenção Rápida Portuguesa não terá ajudado à eficácia de uma evacuação de portugueses.

 

Mas conseguiu lançar uma vaga de pânico entre os guineenses. Assustados com um desembarque português, parte da população deslocou-se da capital.

Portas deve ter relembrado os tempos d'O Independente.

 

Mais uma vez um sound bite seu conseguiu causar estragos. Só que a existência de deslocados é um dos mais preocupantes e mortíferos fenómenos das guerras e conflitos africanos.

 

Entretanto, no terreno, e como de costume, a situação parece ter-se resolvido por si. Tal como das outras vezes em que não se ouviu falar dos militares portugueses.

 

Em Bissau, nunca se sabe muito nem quem manda, nem quem age, nem com que motivações. Quanto mais nas Necessidades.

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publicado às 10:00

Fazer soar as trombetas

por Tempos Modernos, em 16.04.12

Em África, a vaidade de Spínola, servida pela propaganda, não teve o condão de dominar o cenário de guerra que estava entregue ao general. Quando ocorreu o 25 de Abril, boa parte do território estava nas mãso do PAIGC e as Nações Unidas já tinham tratado do reconhecimento da independência daquela colónia portuguesa.

 

Mais discreto, e sem fama de cabo de guerra, Costa Gomes, com métodos duvidoso, também, reduzira consideravelmente a intensidade do conflito angolano.

 

No actual Governo português, as pastas dos Negócios Estrangeiros e da Defesa estão na mão de dois políticos que cultivam a vaidade. E esta, em assuntos militares, nunca foi necessariamente boa conselheira. Se Portugal tem necessidade de intervir na Guiné Bissau para evacuar cidadãos nacionais deve fazê-lo. De modo discreto. Iam e calavam-se.

 

Anunciar que se vão deslocar forças militares para as imediações cria anti-corpos. A situação é delicada e tem potencial explosivo, refrorçado pela desconfiança com que alguns sectores vêem a presença militar estrangeira em Bissau.

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publicado às 23:11

Erro de casting na Defesa

por Tempos Modernos, em 01.02.12

Obviamente, Aguiar Branco não sabe com quem está a falar.

 

Aquilo não é gente que aprecie o tipo de afirmação feita pelo ministro.

 

E, ainda por cima, reagem em bloco. Como corpo que são.

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publicado às 21:37

Os trabalhos da ministra de competências incertas

por Tempos Modernos, em 05.01.12

 

Assunção Cristas ainda não teve tempo de deitar cá para fora a lei orgânica do seu super-ministério, um concentrado megalómano com competências na Agricultura, Mar, Ordenamento do Território e Ambiente. E isto pese embora saber-se que andam passeando por outras mãos alguns dos presumíveis pelouros da estrelinha ultra-católica do CDS-PP.

 

 

Miguel Relvas ficou-lhe há dias com os restos mortais da Frente Tejo, uma cena de requalificação ribeirinha que se a governação fizesse sentido deveria pertencer ao Ordenamento, território da ministra. Em simultâneo, na Defesa, Aguiar Branco vai-se entretendo com os assuntos dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Ora, como se sabe, barcos são coisa que nada tem a ver com Mar, verdade?

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publicado às 19:45

Brincar às dívidas

por Tempos Modernos, em 08.12.11

Num qualquer canal televisivo Paulo Portas mostrava espanto com as declarações de José Sócrates defendendo que pagar a "dívida é uma ideia de criança".

 

Apanhado numa reunião da NATO, o ministro dos Negócios Estrangeiros tem como pano de fundo das declarações uma série de imagens de carros de combate e outro equipamento militar. Uma recolha de depoimento a merecer ser lida por camadas. Uma primeira leitura olhando para aquilo que o governante diz e outra com o olho no que fez numa outra passagem pelo Executivo.

 

Sendo Portas responsável pelo processo da compra de submarinos, e de outros meios bélicos de contrapartidos mal-paradas, talvez lhe fique mal falar do modo como outros gerem a dívida.

 

Nota: E ainda por cima Sócrates tem razão, pese embora ter contribuído bastante para um aumento indesejável da coisa. Mas, note-se, entretanto, que o PCP e o BE foram os primeiros a dizer que se tinha de renegociar a dívida, mas entretanto só os monomaníacos ainda não repararam na urgência da coisa.

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publicado às 18:16

Não incomodem S.Exa.

por Tempos Modernos, em 01.12.11

 

O agora discretíssimo Paulo Portas achou por bem vir a terreiro informar que chamara o embaixador iraniano às necessidades, na sequência da invasão da embaixada britânica em Teerão. Fez bem. O ministro mostra a força e a importância da diplomacia portuguesa no concerto das nações.

 

Em questões domésticas, daquelas que contribuem para o défice, é que parece menos dado aos esclarecimentos. Isso remete para assuntos mais comezinhos sobre a importância da economia portuguesa no concerto das nações.

 

 

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publicado às 19:33


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