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José Hermano Saraiva (1919-2012)

por Tempos Modernos, em 20.07.12

 

Um comunicador único que ainda esta manhã, na RTP-Memória, falava sobre Estoril nos anos 1940.

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publicado às 14:03

Uma casa para os tempos que correm

por Tempos Modernos, em 13.06.12

 

A Fundação Saramago abriu hoje ao público, no dia do nascimento de Fernando Pessoa. E apesar das reclamações dos detractores do Nobel da Literatura está instalada na Casa dos Bicos, em tempos pertença dos Albuquerques. 

 

Afonso, o pai do antigo dono, Brás, andou pela Índia como governador. Entre 1509 e 1515, ano em que deposto e detido acabou por morrer, Afonso de Albuquerque tentou impor no Estado Português da Índia em construção as directivas da coroa.

 

Seis anos em que os interesses privados, liderados em Lisboa pelo Barão do Alvito (o conde barão), tudo fizeram para sabotar os interesses de Estado.

 

 

 

 

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publicado às 17:52

Nem os professores doutores de Coimbra

por Tempos Modernos, em 23.03.12

 

Entendamo-nos. Não tenho propriamente ponto de vista sobre a bondade dos estaleiros navais (com o Alfeite é diferente) serem públicos ou privados. Já tenho quanto às consequência de uma privatização sobre os trabalhadores.

 

No entanto, pontos de vista como este, de Vital Moreira, mostram a incapacidade de reflexão de boa parte das nossas elites políticas e até universitárias.É que no Governo, actores económicos e jornais não se tem deixado de falar no Mar como sector estratégico.

 

Pronto. Sabe-se que a ideia do Mar enquanto Nokia portuguesa não saiu de cabeças do PS. Sabe-se também que é significativa a distância entre realidade a prática na boca do Governo: Veja-se a criação simbólica de um Ministério do Mar, para no essencial lhe entregar as competência de uma direcção-geral das pescas. Mas haja alguma convergência.

 

Nos jornais, não se dá pela incongruência. Nem um comentário. Leu-se diagonalmente Deleuze, Derrida, Merleau-Ponty, e algo continua a falhar na percepção da realidade, seus símbolos, representações.

 

Apesar do propalado, a aposta no Mar está bem longe de ser uma realidade. Se o fosse haveria quem fizesse algo nesse sentido. O Portugal dos Descobrimentos foi possível graças à intervenção directa e ao investimento da Coroa ou, em fase inicial, de uma entidade para-estatal como a Casa de Viseu, do Infante Dom Henrique, fortemente alimentada por privilégios, monopólios e doações. Não há estratégia nacional sem que se dissemine uma ideia colectiva sobre ela.

 

Quem ler os textos privados do veneziano Cadamosto, provável descobridor de ilhas de Cabo Verde; o relato pessoal de Álvaro Velho, sobre a armada de Vasco da Gama; ou a carta não oficial de Pêro Vaz de Caminha sobre o achamento do Brasil, logo percebe que os autores sabiam bem o que estava em causa. Comércio e expansão da fé cristã. Não são textos saídos dos circuitos oficiais e, todavia, não faltam as frases dando conta de que sabiam bem o que Portugal estava fazendo com a expansão.

 

Foi o mesmo há uns anos quando Scolari mandou pôr bandeiras nacionais nas janelas. Quando até dentro do Governo se navega em rumo contrário ao dos discursos está tudo dito quanto à seriedade com que se encara o Mar como estratégia.

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publicado às 11:17

Um Natal diferente

por Tempos Modernos, em 18.12.11

 

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publicado às 08:45

As dívidas dos nossos netos

por Tempos Modernos, em 28.08.11

No século XVIII, D. João V, O Magnânimo, que morreria hemiplégico, depois de alguns anos a ter de ser transportado em ombros, mas que tinha quem o carregasse, lançou um imposto especial sobre os habitantes de Lisboa, para construir o Aqueduto das Águas Livres. Aquilo que ali vêem, não foi pago com dinheiros públicos, tirados do orçamento corrente, mas sim com o esforço forçado dos cidadãos da cidade. E era se queriam beber água. O que pela mesma altura foi construído com o dinheiro da Coroa, enriquecida com os ouros do quinto do Brasil, foi o palácio-convento de Mafra.

 

Sabe-se que a primeira obra apenas inspirou meia dúzia de homicídios e um dos primeiríssimos filmes portugueses - Os Crimes de Diogo Alves, em duas versões, pela mão de Lino Ferreira e de João Tavares. Já o edifício saloio levou à escrita de Memorial do Convento, primeira pedra no caminho da construção de um Nobel da Literatura português, e essa outra preciosidade discreta que constitui Lillias Fraser, de Hélia Correia.

 

O interesse e relevância das construções vive nem só da estética nem só da utilidade e ambas as obras estão aí desde o reinado de D. João V, pagas pelos portugueses da época, também para usufruto dos do presente.

 

Não discutindo a utilidade de muito do investimento público, quando se ouve alguns políticos (e não só) queixando-se de que estamos a deixar dívidas e contas para os nossos netos pagarem, questiono-me sempre se eles não irão também usar as estradas e hospitais que nós construímos nestes últimos anos.

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publicado às 12:43


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