24
Abr 13
publicado por Tempos Modernos, às 23:20link do post | comentar

19
Mai 12
publicado por Tempos Modernos, às 11:18link do post | comentar

Nos comentários do Público online ao novo caso Relvas, há quem critique veemente a tentativa de condicionamento de um jornal feita por um político.

 

Condicionamento haverá sempre, fora os próprios e pessoais. Haverá os jornalistas que não se deixam condicionar; outros que sim, deixam; os que nem dão por isso; os que fazem um escândalo com um simples "olhe que se enganou no que escreveu"; e até, e são muitos, os que já vêm de casa condicionados por defeito.

 

Mas não são apenas os políticos a condicionar. E se neste caso existe a agravante de as ameaças virem de um actor executivo, outros condicionamentos não vêm de lados menos poderosos. Tal como estão, as redacções são escolas práticas de condicionamento.

Na prática, há poucas maneiras de fugir às inevitáveis tentativas de pressão. Venham de onde vierem. Inclusive internas. Duas imprescindíveis:

 

Variedade nas redacções. De idade, experiência, percurso, formação, ideologia.

 

Mas também vínculos contratuais fortes, definitivos e sem excessivas diferenças salariais. Que blindem o jornalista com a capacidade de dizer não e até de deixar a página em branco contra a pressão do fecho e das vendas. 

 

É isso que o leitor deve exigir se quiser uma imprensa livre e capaz. Não há mercado nem dinheiro privado para isso? Mais um motivo para não vender a RTP, afastar de vez os governantes da tutela e das tentações e não embarcar nas cortinas de fumo dos assessores.

 


29
Mar 12
publicado por Tempos Modernos, às 18:46link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Publicado logo após a II Guerra Mundial, 1984 é aquele romance escrito por George Orwell, o único tipo de esquerda que a direita gosta de elogiar.

 

Foi escrito, diz-se, como uma parábola do totalitarismo soviético, omnipresente e vigilante.

 

Infelizmente, com tanta atenção devotada à URSS, nos EUA esqueceram-se de olhar para o próprio umbigo.

 


23
Dez 11
publicado por Tempos Modernos, às 17:33link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Depois de 48 anos à espera que a Ditadura caísse, Portugal recebeu a revolução com cravos e com a poesia na rua. Acreditou-se que não voltaríamos atrás.

 

Doze anos depois, com a entrada na CEE, parecia que era sempre a crescer. Que a vida era fácil, como diz o outro assobiando para o lado.

 

Ao longo de quase um século, o país passou incólume pela ideia de que a História tem retrocessos. Nunca fez o luto das ideias iluministas de progresso como o fizeram os europeus das duas guerras mundiais.

 

Pensou-se que a prosperidade viera para ficar. Que a liberdade também. Mas este ano, de 2011, qualquer semelhança entre o governo da União Europeia e uma democracia foi pura coincidência. Viveu-se já em pós-democracia.

 

Os mais atentos sabem que a coisa já aí anda há muito, larvarmente, mas a agora, a insuspeita The Economist fez tinir o alarme. De acordo com a classificação da revista, Portugal deixou de ser uma Democracia Plena. Passou a ser uma Democracia com Falhas, muito por conta do mandato da troika e das perdas de soberania associadas ao colapso eminente da zona Euro. Outros países se lhe seguirão.

 

E se entre os responsáveis eleitos, não se vê quem deite mão a isto, os eleitores não parecem tão preocupados quanto a situação exige. Talvez caiam em si quando a reposição da democracia tiver de ser feita a doer. Conheço muitos com quem não se vai poder contar.


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