14
Dez 13
publicado por Tempos Modernos, às 14:15link do post | comentar

Quando a crise começou, começaram a chegar os mails dos habituais papagaios da piolheira e da choldra.

 

Com tanta propensão demagógica, como falta de memória e empatia, davam contas da falta de vontade de alemães, suecos, holandeses e finlandeses para pagarem certos típicos e tristes gastos dos portugueses.

 

Presa fácil, claro, os políticos. E lá vinham as habituais cretinices daqueles que acham que a democracia é um luxo e que, para quem é, bordoada e pão seco bastam.. Algum alemão estaria disposto a pagar-nos tanto ministro, tanto deputado, tanta câmara e assembleia municipal, tanta freguesia e, ainda por cima, mais dois governos regionais com as respectivas assembleias?, perguntavam castigadores.

 

A um emissores sugeri que perguntasse a quem lhe tinha mandado a mensagem se por acaso saberia que a Alemanha tem duas câmaras de representantes (uma alta e outra baixa), se saberia quantos estados (são 16) com os seus governos e as suas assembleias têm por lá, quantas divisões administrativas correspondentes às nossas autarquias?

 

Fazer contas com metade dos dados na mão, dá sempre raciocínio ao fundo.

 

Mas há mais. Outra recorrência destas almas - boa parte inspirada por comentadores dos jornais e da academia que gastam mais tempo a maldizer e a humilhar-se que a investigar e a estudar -  é aquela que em cada mudança de Governo nos verbera com o tempo (excessivo, garantem, iracundos) que por cá se demora a substituir um Executivo por outro.

 

A Alemanha, a eficaz, pragmática e poupada Alemanha, volta a ser um excelente exemplo dos lugares comuns que os masoquistas nacionais nos vendem como bons.

 

Por terras da chanceler Angela Merkel foi-se a votos em Setembro último. Dia 22. Ainda por lá andam a ver quem entra e quem sai do Governo. A pouco mais de uma semana de completar os três meses após as legislativas.

 

Alguém que avise os jornais da próxima vez que formos a votos.


27
Ago 13
publicado por Tempos Modernos, às 20:34link do post | comentar

 

(Fonte: nrpcacine.blogspot.pt)

 

Com tanto apetite espanhol por Gibraltar, não se percebe muito bem por onde andarão os amigos de Olivença.

 

Ainda por cima, Gibraltar foi dado pelos espanhóis aos ingleses enquanto a localidade agora espanhola ficou de ser devolvida há um ror de anos.

 

Ao menos sempre distraía.


18
Jun 13
publicado por Tempos Modernos, às 08:10link do post | comentar

Primeiro um texto no blogue Jugular

 

"Os professores fizeram greve? está mal, porque isso prejudica os alunos. Os estivadores? pior, porque isso prejudica a economia. Os médicos? muito mau para os utentes. Idem para os enfermeiros. E os trabalhadores do setor dos transportes? infernizam a vida a milhares de pessoas. Os pilotos, os controladores de tráfego aéreo? colocam a TAP à beira do abismo. Os bancários, os contabilistas, os funcionários administrativos? prejudicam gravemente o país. Os técnicos municipais, os jardineiros, os que fazem recolha do lixo? afetam a rotina diária de muita gente. As greves gerais? paralisam a economia, causam milhões de prejuízo, fazem Portugal andar para trás."

 

 

E depois um texto no Diário de Notícias

 

 

"Os professores podem fazer greve, é um direito, mas essa luta não pode afetar a vida dos alunos. Os maquinistas, os ferroviários, os motoristas da Carris e da STCP também, é legítimo, mas devem salvaguardar o transporte das pessoas que querem trabalhar."


"A greve é um direito inalienável, mas os estivadores devem levar em conta o superior interesse nacional e descarregar os navios. Também os pilotos e os controladores aéreos podem fazer greve se os aviões importantes voarem. Os bombeiros têm direito à greve se ficarem em alerta para emergências. Os guardas prisionais grevistas devem levar os presos a passear ao pátio da cadeia. Mas, repito, não pode estar em causa o direito à greve."

 


09
Fev 13
publicado por Tempos Modernos, às 11:32link do post | comentar

António Borges tem razão quando afirma ao Diário de Notícias que "somos um país dominado por interesses fortíssimos".

 

Nunca falta palco nos jornais nem a ele nem aos que com ele partilham interesses ideológicos e económicos e lugares à mesa do Estado.

 

Nem quando nada de relevante tem para dizer como se conclui pelo título*.

 

O resto não li. Já tive toda a catequese de que precisava, e aposto que ninguém lhe fez perguntas sobre as causas dos acidentes da CP (aqui ou aqui) ou das mortes nos hospitais britânicos e da forma como tudo isso resulta do cumprimento da agenda dos Borges que para aí andam.

 

 

 

*O título ainda se safava se fosse uma ironia jornalística, mas em informação a ironia nunca resulta.


18
Nov 12
publicado por Tempos Modernos, às 19:07link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: dn.pt)

 

Ao menos por lá, mesmo que isso arrelie os durões barrosos de serviço, há resultados e indicadores económicos que se podem mostrar sem vergonha.

 

.


04
Out 12
publicado por Tempos Modernos, às 11:31link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 (Foto: Abutre no Estúdio, de João Onofre, em http://www.drawnbyreality.info/vulture.html)

 

O Brasil em Portugal, que decorrerá ainda em 2013, tem em Portugal no Brasil o contraponto tropical.

 

Só que se o Brasil optou por mostrar a sua cultura na antiga metrópole, Portugal preferiu mostrar por lá uma face empresarial.

 

Sorte portuguesa, azar brasileiro. É que Camões, Pessoa e Oliveira, sem ir mais longe, e para ficar só pela desmesura super-heróica, são produtos de luxo, bens exportáveis de grande valor transacionável.

 

Já as empresas portuguesas têm bem mais que se lhes diga. E não será no actual quadro de regime, com figuras como Pacheco Pereira arvoradas em intelectuais orgânicos,  que se conseguirá perceber a importância da Arte e da Cultura para a promoção do país e para a criação de riqueza.

 

Se se imagina um estrangeiro que ao engano visite Constância para seguir os amores de Camões, procure a lisboeta basílica dos Mártis para ouvir o sino da aldeia de Pessoa, ou suba o Douro por causa de Oliveira, já se não imagina quem invista numa viagem para visitar os estabelecimentos da Jerónimo Martins ou uma barragem no Foz Côa.


31
Jul 12
publicado por Tempos Modernos, às 09:52link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: Blitz.pt)

 

... e no momento actual, quando o Governo tenta arranjar dinheiro em todo o lado, se esta venda não é criminosa, não se sabe o que é que será criminoso.

 

A coisa fica em família, mas o economista em Belém não poderia vetar o negócio ruinoso?

 

(Via Ladrões de Bicicletas)


13
Jul 12
publicado por Tempos Modernos, às 11:37link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(fotos: Lux.pt)

 

De Margarida Rebelo Pinto li uma ou outra crónica e escassas páginas de um livro que cheio de folhos e lacinhos me chegou às mãos na última redacção por onde passei.

 

A sua escrita é mais um fenómeno das páginas rosa que das de cultura. Pela reduzida amostra, cultiva um imaginário presunçoso, superficial e inculto, de arrivistas intolerantes e sexistas, de wanna be parolos. Uma coisa promovida por um certo tipo de imprensa.

 

Não impede que concorde com Pedro Boucherie Mendes quando diz que “em qualquer país civilizado já tinham feito um filme do Sei Lá, como é óbvio”. Tendo vendido como vendeu, seria normal que o romance de Margarida Rebelo Pinto tivesse sido adaptado ao cinema, a série de televisão. Havia um mercado para aquilo. Público teria.

 

Onde Boucherie Mendes falha é em avaliar as suas responsabilidades na construção deste país incivilizado. Sendo há tanto tempo uma das mais influentes figuras da televisão e dos meios audiovisuais portugueses (os Gato Fedorento e Jel passaram pela sua Radical) em que é que contribuiu exactamente para mudar o cenário ou influenciar o rumo da ficção narrativa portuguesa? 

 

* in Sei Lá, versão online, de que li agora uns quantos capítulos para melhor fundamentação deste post.

 


10
Jul 12
publicado por Tempos Modernos, às 21:52link do post | comentar | ver comentários (1)

pedem poucas vezes para dizer coisas.


24
Jun 12
publicado por Tempos Modernos, às 12:24link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Agora que O Astro regressa à televisão, sabe-se que Maya não previu o que tinha de fazer para ganhar o concurso que lhe permitiria continuar a arrasar o sossego de Manta Rota, tal como Gaspar não previu coisa nenhuma das que nos arrasam o sossego a todos.


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