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A televisão inteligente faz-se fazendo

por Tempos Modernos, em 22.09.12

 

(Foto: blogue do movimento Direito Para Quem?)

 

A RTP-Memória exibiu, já esta madrugada, um Falatório de 1997, programa emitido originalmente em directo, onde Clara Ferreira Alves entrevistava/conversava com José Saramago, Sebastião Salgado e Chico Buarque, a propósito de Terra, trabalho conjunto sobre o Movimento dos Sem Terra na sequência da chacina do Eldorado dos Carajás. Tão serviço público na altura como o é agora.

 

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publicado às 13:07

Tecer o cerco ao serviço público de televisão

por Tempos Modernos, em 26.08.12

Resguardando o chefe, Mota Soares recusou comentar o que o "consultor" António Borges disse sobre a privatização da RTP.

 

Claro que o ministro da Solidariedade não fala sem ordem do chefe (e não é exactamente certo que as declarações saiam do plano ensaiado facilitando recuos, pese embora quem aponte desconforto dos populares com Miguel Relvas).

 

Na Solidariedade ou noutra qualquer pasta, os ministros do CDS-PP fazem o que Portas quer. Os cortes sociais ou as declarações sobre a RTP trazem a marca do silencioso ministro dos Negócios Estrangeiros. Não dá ponto sem nó.

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publicado às 09:35

Quem era aquele senhor que anunciou na televisão o que vai acontecer às televisões dos portugueses?

 

 

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publicado às 09:59

Condicionar como verbo reflexo

por Tempos Modernos, em 19.05.12

Nos comentários do Público online ao novo caso Relvas, há quem critique veemente a tentativa de condicionamento de um jornal feita por um político.

 

Condicionamento haverá sempre, fora os próprios e pessoais. Haverá os jornalistas que não se deixam condicionar; outros que sim, deixam; os que nem dão por isso; os que fazem um escândalo com um simples "olhe que se enganou no que escreveu"; e até, e são muitos, os que já vêm de casa condicionados por defeito.

 

Mas não são apenas os políticos a condicionar. E se neste caso existe a agravante de as ameaças virem de um actor executivo, outros condicionamentos não vêm de lados menos poderosos. Tal como estão, as redacções são escolas práticas de condicionamento.

Na prática, há poucas maneiras de fugir às inevitáveis tentativas de pressão. Venham de onde vierem. Inclusive internas. Duas imprescindíveis:

 

Variedade nas redacções. De idade, experiência, percurso, formação, ideologia.

 

Mas também vínculos contratuais fortes, definitivos e sem excessivas diferenças salariais. Que blindem o jornalista com a capacidade de dizer não e até de deixar a página em branco contra a pressão do fecho e das vendas. 

 

É isso que o leitor deve exigir se quiser uma imprensa livre e capaz. Não há mercado nem dinheiro privado para isso? Mais um motivo para não vender a RTP, afastar de vez os governantes da tutela e das tentações e não embarcar nas cortinas de fumo dos assessores.

 

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publicado às 11:18

Politesse

por Tempos Modernos, em 22.11.11

Ao quinto dia, ou lá o que é, José Manuel Fernandes veio demarcar-se de João Duque e das suas ideias para o controlo governamental da informação num canal público.

 

Segundo Fernandes, Duque fez declarações "desastradas" e "inadequadas" que não reflectem o que "está no relatório" do grupo de trabalho do PSD para a RTP.

 

Duque foi "desastrado" ao tornar-se, pelos vistos, um mau porta-voz dos conteúdos do relatório.

E claro que Duque fez declarações "inadequadas". Pelo menos em democracia e numa sociedade onde se valorize o jornalismo. Mas o ex-director do Público podia ter ido mais longe.

 

A questão é: Fernandes nunca reparara no tipo de valores que movem Duque? Parece crença a mais para um tipo inteligente que até foi director de um jornal de referência.

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publicado às 17:15

A bem da democracia

por Tempos Modernos, em 17.11.11

Ando numa fase tremendamente optimista.

 

Vejo oportunidades em tudo, como defendem que se deve fazer os prosélitos "da crise para os outros".

 

O relatório do grupo de trabalho para o serviço público de televisão serve ao menos para mostrar uma coisa aos mais distraídos: A cepa da cultura democrática das figurinhas que geraram o documento. Desde o falante aos que não o mandaram calar por dizer coisas em nome de todos.

 

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publicado às 14:14

Ainda o grupo de trabalho para a RTP

por Tempos Modernos, em 11.11.11

 

Num desses blogues de assessores políticos que pululam pela internet e que permitem trânsito fácil para o publicismo remunerado em órgãos de comunicação social, tenta desvalorizar-se Felisbela Lopes invocando os seus argumentos ao abandonar o grupo de trabalho para a RTP: A ausência da informação como estruturante do serviço público.

 

Pergunta alguém, por que motivo os defensores do serviço público de informação apenas o concebem vocacionado para a televisão - assim alçada a um meio à parte dos restantes.

 

Generalizar a ideia é obviamente uma falsidade (até por se esquecerem da Antena 1 ou da Lusa) mas há quem considere intelectualmente honesto argumentar nas águas chocas da falácia. Ou isso, ou acha que os outros são parvos, hipótese a não excluir.

 

Quanto a Felisbela Lopes não sei, mas há quem defenda a existência de outros órgãos de informação públicos. A informação é um Direito Humano, daí decorre até a forma como vem plasmado o acesso a ela na Constituição, mesmo após sucessivas revisões.

 

No actual estado económico e no mercado português, a informação pública seria a única com condições de sobreviver livremente à medíocre e excessiva preocupação com a publicidade e à obsessão com o sensacionalismo e o sound bit. Até por já se ter visto quem manda mesmo nos governos.

 

Claro que teria de ser afastada da tutela dos torquemadas de serviço (sejam eles os relvas, os santos silvas ou outros controleiros governamentais), evacuando as domesticadoras precariedade e abissais diferenças salariais, colocando-a talvez sob supervisão plural do parlamento.

 

Os sacrossantos critérios editoriais e jornalísticos servem excessivas vezes mais para condicionar ângulos e perpetuar preconceitos próprios do que para procurar as inalcançáveis categorias da isenção, rigor e verdade noticiosas. Por definição, um jornalista não é criticável e nunca dá o braço a torcer. Só tendo gente de todas as cores, feitios e medidas, em todos os cargos e funções, se pode tender para algo que gere a confiança dos leitores e telespectadores.

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publicado às 10:29

Sempre a mostrar como se presta serviço público

por Tempos Modernos, em 09.11.11

É preciso azar. Mesmo tendo sido constituído como uma coisa em forma de clube de canasta, para decidir o futuro do serviço público de televisão, a sua actividade não correu lá muito bem.

 

A dias do anúncio dos resultados do doutíssimo trabalho, descobre-se que ficaram pelo caminho três dos membros da comissão nomeada por Miguel Relvas e liderada por João Duque, um académico que aparece mais vezes na televisão que aquele rapaz dos directos do Futebol Clube do Porto.

 

O mais curioso é que se fica a saber que a rapaziada não considera a Informação como estruturante num serviço público de televisão.

 

O facto é tanto mais digno de nota num país onde o mercado jornalístico - e por extensão a sua liberdade e o direito à informação - é fortemente condicionado pelas receitas publicitárias.

 

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publicado às 22:56

Governo agita o mercado

por Tempos Modernos, em 30.08.11

 

 

 

 

 

Para o comprador não herdar as dívidas.

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publicado às 20:55


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