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Uma ladainha triste (título refeito)

por Tempos Modernos, em 06.12.15

barreto.jpg

(fonte: expresso.pt)

 

O Diário de Notícias decidiu há escassas semanas arranjar como comentadores duas figuras que, como dizia Bruno Nogueira a propósito de uma delas, apenas são levadas a sério por usarem barba. Num dos casos promoveu um dos da casa a esse papel, no outro contratou.

 

Nos textos do jornalista não toco, nem tocarei. Demagogia, populismo e a auto-convicção - uma coisa solidamente encastrada na corporação a que também pertenço - de que raciocina de modo refulgente. Presunção...

 

Já o que é publicado hoje ainda não li. Há-de ter dito qualquer coisa contra a esquerda em geral, os comunistas em particular, a constituição em concreto. Se não foi exactamente isso, o tom terá sido o do privilegiado na torre de marfim perorando contra o país decadente, sem salvação, sem ética, sem elites.

 

Também aí anda um jornal onde um freteiro antigo, parece que tem agora o estatuto de "colaborador", soube sempre sacar este Barreto quando havia interesse em dar força a Passos e Portas contra o Tribunal Constitucional ou contra soluções de esquerda.

 

Felizmente, já há mais quem tenha topado Barreto. Mas demoraram. Bem mais tempo do que uma inteligência apenas sofrível e uma atenção média justificariam.

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publicado às 12:38

Comentador recorre às fichas do arquivo pessoal

por Tempos Modernos, em 06.12.15

nixonbrejnev.jpg

 (fonte: peru21.pe)

 

Credo, o Pulido Valente enganou-se e enviou para publicação no Público um texto que tinha para lá escrito, ainda do tempo da Guerra Fria.

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publicado às 12:22

Dizia-me não haver alternativas. Mas não és de esquerda, que sim, mas Alegre era um traidor. Votou nisso que aí está e hoje pertence à direcção de um órgão de comunicação social. 

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publicado às 08:34

José Manuel Fernandes não tem o que o entusiasme

por Tempos Modernos, em 11.11.15

José Manuel Fernandes diz na RTP3 que o acordo das esquerdas "não é entusiasmante".

 

Percebe-se o enfado. Na juventude estróina do PREC andou ligado a bandos esquerdistas que a direita bombista e a maioria silenciosa combateram. Depois, no jornalismo, pôs gravata, mas não amansou. O hoje neo-con anda legatário da boa gente do Tea Party, ligado a malta do Compromisso Portugal. 

 

No passado recente, com o pretexto das armas de destruição maciça, esteve com as bombas sobre o Iraque, decididas também por Durão Barroso e Paulo Portas. As mesmas bombas que Blair, outro cúmplice, admite terem produzido o Estado Islâmico. Pouco depois, clamando sempre pela Liberdade de Imprensa, andou misturado no caso das escutas de Belém (aqui e aqui) - a despropósito, lembre-se como na amada América, Watergate levou à queda de um presidente republicano.

 

Habituado a partir para a guerra, entende-se que medidas contra a precariedade, o empobrecimento, pelo aumento do salário mínimo, pareçam a Fernandes tão demagógicas quanto sensaboronas. 

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publicado às 08:40

Justiça lhes seja (quase) feita

por Tempos Modernos, em 06.11.15

Ontem no i não passaram ao lado da mais que provável notícia, só se esqueceram de a dar na primeira página.

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publicado às 08:24

Onde vota o PAN?

por Tempos Modernos, em 05.11.15

Vale o que vale, que as votações foram secretas e nada se pode concluir com rigor.

 

Na eleição para presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues foi eleito com 120 votos. Fernando Negrão, o candidato da coligação governamental, acabou derrotado obtendo 108 votos. Houve duas abstenções. Fazendo umas continhas sabe-se que a Esquerda tem 122 votos, 86 parlamentares do PS, 19 do BE, 17 da CDU. A Direita, 107. Ou seja, o candidato do PSD e do CDS-PP conseguiu mais um voto do que aquilo que estava, à partida, garantido. Admitindo a existência de grupos parlamentares relativamente disciplinados, e também de vasos comunicantes, de onde terá vindo o voto a mais na Direita?

 

Depois, houve a eleição dos vice-presidentes do parlamento. Vota-se aceitando ou rejeitando os candidatos. Jorge Lacão, candidato do PS somou 122 votos, nem mais um. Todos os outros candidatos, até José Manuel Pureza, do BE, tiveram votos de aceitação de deputados da Direita. Apenas Jorge Lacão não obteve mais votos do aqueles que lhe garantiria a soma aritmética dos votos da Esquerda coesa e unida.

 

Nos votos à justa de Lacão, onde não se insinua qualquer trânsfuga, e no voto a mais de Fernando Negrão, não andará a participação de André Silva, o eleito do PAN? Que novidades trará a apresentação do Governo Passos Coelho-Portas?

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publicado às 20:09

Os jornais todos a passar ao lado da notícia?

por Tempos Modernos, em 05.11.15

Os meus camaradas jornalistas andam mais preocupados em apanhar Assises, Junqueiros e Brilhantes e outros críticos do PS. Infelizmente, a distracção não se limita à circular dos amigos de Durão Barroso.

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publicado às 19:51

Falha freudiana

por Tempos Modernos, em 16.11.14

ferrorodigues.jpg

 

(Fonte: economico.sapo.pt)

 

Como bem se sabe, é de direita todo aquele que diz já não existirem diferenças entre esquerda e direita.

 

Questionado no Público sobre o repensar das funções constituicionais do Estado, Ferro Rodrigues, chefe da bancada parlamentar socialista, responde que

"[i]sso não é um problema Constitucional, é um problema político, que sempre em todo o mundo felizmente dividiu a esquerda da direita e espero que continue a dividir."

Ao exprimir o desejo de que o estabelecimento das funções estatais continuem a dividir esquerda e direita, manifesta dúvidas subliminares quanto à firmeza de convicções ideológicas do PS, partido de que foi secretário-geral e que apenas umas perguntas antes dizia ser o partido mais à esquerda do espectro partidário português.

 

Ferro, o PS e o país ganhariam mais em resolver as contradições dos seus, do que em acenar fantasmas antigos e procurar perigos e contradições na restante esquerda como faz na mesma entrevista. A agenda da década, apresentada há dias por António Costa, mostra que os socialistas pouco aprenderam com a crise, sobre as suas causas e o seu papel nela. A situação portuguesa concreta resulta de acções e decisões postas em prática pelos que estiveram presentes no Governo. Nunca da ausência de outros, independentemente da leitura de responsabilidade por essas não presenças que o chefe da bancada rosa possa fazer.

 

E é pena que não resolvam as contradições. João Galamba, Pedro Nuno Santos e Pedro Adão e Silva, que pertenceu ao secretariado de Ferro Rodrigues, têm escrito coisas acertadas e inteligentes (aqui, aqui, aqui, ou aqui, por exemplo). Não se vê é como poderão pô-las em andamento com os caminhos traçados pela direcção que apoiam e ainda agora elegeram.

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publicado às 13:45

Tavares erra, jornais e blogues vão atrás

por Tempos Modernos, em 27.03.14

Militantes e apoiantes do Livre de Rui Tavares andam para aí entusiasmados (aqui, por exemplo) com o facto, que reputam de "histórico", de pela primeira vez uma mulher ter de ceder a paridade a um homem na feitura de listas eleitorais.

 

Mesmo que se deva a falta de memória, a afirmação é incorrecta. Nas últimas legislativas (salvo erro, foi nessas eleições) já o POUS, de Carmelinda Pereira, foi forçado a refazer listas exactamente pelo mesmo motivo.

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publicado às 14:01

Esquizofrenia partidária

por Tempos Modernos, em 16.09.12

 

(Foto: Público)

 

No bipolar Causa Nossa, Vital Moreira recupera o velho mantra do PS de que foram o PCP e o BE que provocaram a queda de Sócrates e a chegada de Passos Coelho ao Governo ao não aprovar o PEC IV. Tirando para efeitos de guerrilha partidária e de exarcebamento interno, é absolutamente peregrina a ideia de que comunistas e bloquistas devam ser uma espécie de tutores de outro partido.

 

Os três pacotes de estabilidade e crescimento anteriores tinham sido já chumbados pelos partidos à esquerda do PS e aprovados pelo PSD e pelo CDS-PP. Seria natural que fosse junto destes que o PS voltasse a recolher apoios. Se queria os votos à sua esquerda, teria de ter adaptado o quarto pacote. Não o fez.

 

No Causa Nossa, blogue de que é co-autor com Ana Gomes, Vital Moreira, o candidato derrotado por Paulo Rangel, do PSD, nas últimas europeias, insurge-se contra o PCP e o BE por "exigir[em] que o PS faça coro com ele" pela queda do Governo do PSD/CDS-PP. Diz haver "companhias que comprometem... "

 

Talvez tenha razão. Num partido onde a maioria dos militantes e simpatizantes se declaram de esquerda pontos de vista como este outro, uma manifesta deriva do antigo líder da bancada comunista, algo dirá sobre a ambiguidade das companhias em que o PS tantas vezes anda, entre o duríssimo discurso de João Galamba e a abstenção nas últimas alterações ao Código do Trabalho.

 

A questão é meramente académica e até admite uma resposta positiva, mas, na linha da pergunta lançada por Vital Moreira ao CDS-PP, a interrogação é legítima: pode o PS estar na oposição e ao mesmo tempo apoiar este Governo?

 

Ontem, os três partidos (e não só. Estavam lá muitos eleitores do PSD e do CDS-PP) desfilaram lado-a-lado entre a Praça José Fontana e a Praça de Espanha. Dia 29, na manifestação convocada pela CGTP, alguém arrisca previsões?

 

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publicado às 12:47


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