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Razão prática ou Quotidiano vingador

por Tempos Modernos, em 16.11.12

"Cobardia e calculismo são fracos materiais de construção."

 

in Manual Básico de Urbanidade

 

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publicado às 12:28

A cadeira de Belém

por Tempos Modernos, em 07.11.12

 

(Foto: dn.pt)

 

Nas vésperas da comunicação presidencial sobre o estatuto político-administrativo dos Açores, em meios da JSD sugeria-se que a declaração de Cavaco poderia estar relacionada com o seu estado de Saúde. Afinal, a montanha pariu um rato e a coisa arrumou-se na gaveta dos rumores.

 

Ontem, depois de cerca de dois meses sem dar públicos sinais de actividade - a agenda oficial e o facebook não contam -, Cavaco voltou a intervir, no seguimento de um artigo de opinião saído no Público onde se punha em letra de forma a hipótese de o Presidente da República estar incapacitado para o exercício das suas funções.

 

O inquilino de Belém não pareceu doente. Mas, com a crise que o país e a Europa atravessam, não seria boa altura para andar a brincar ao Senhor Presidente do Conselho Caiu da Cadeira. Nem sequer para deixar no ar resquícios, por mínimos que sejam, de que o rumor pode ter razão de ser.

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publicado às 16:08

"Antes quero um jornal que me apoie"

por Tempos Modernos, em 30.09.12

Fundado em 1973, o Expresso gaba-se de andar há 40 anos a fazer opinião. O que é, se arredondarmos a data, literalmente verdadeiro.

 

Mas talvez valha a pena lembrar que, há não muito tempo, o semanário andou com António Borges ao colo. E até por lá o deram como o homem certo para o lugar de primeiro-ministro.

 

Hoje, os portugueses desembolsam um valor não revelado para pagar o salário de Borges na comissão de acompanhamento das privatizações. Será que se pode mandar a conta ao jornal que o ajudou a tornal credível?

 

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publicado às 12:48

Almas de comerciante

por Tempos Modernos, em 07.09.11

 

Certa vez, uma amiga da mãe de Oscar Wilde referiu-se a alguém das suas relações como uma pessoa respeitável. A mãe do escritor atalhou conversa. A respeitabilidade era para os comerciantes, ela estaria acima dessas coisas.

 

A ameaça de processo judicial é um dos problemas sérios que se coloca à Imprensa e à impossibilidade de fundar um jornal sem uma estrutura financeira sólida à rectaguarda. Isso limita desde logo a real capacidade para formar cooperativas de jornalistas.

 

Por regra, qualquer notícia nascida de investigação própria que lance suspeições sobre modos de gestão de pessoas e/ou instituições públicas ou privadas traz agarrado um processo judicial.

 

Uma notícia lançando dúvidas sobre uma autarquia ou presidente de Câmara dá direito a um processo levantado pelo cidadão visado e a outro levantado pela instituição. Constituído arguido, o jornalista vê-se obrigado a recorrer a um advogado e mesmo que tenha toda a razão do mundo dificilmente  se livrará de pagar as custas e honorários do advogado.

 

Ou seja, um jornalista freelancer ou trabalhando para um órgão de comunicação desligado de grupos económicos, está na prática impossibilitado de fazer jornalismo de investigação. Não ganha para os processos.

 

E a liberdade de expressão da opinião também não está facilitada.

 

Há umas semanas, a Jerónimo Martins, donos do Pingo Doce, em mais uma manobra de marketing em que agora as empresas andam empenhadas, anunciou que oferece géneros aos seus trabalhadores necessitados. Mais que demonstrar sensibilidade social, o facto evidencia que não lhes paga o suficiente para saírem da pobreza.

 

Foi a conclusão a que Daniel Oliveira chegou. Acabou processado em nome do dono, da empresa, Alexandre Soares dos Santos, que até tem uma editorial para publicar livros ortodoxos (assim de repente, Maria do Carmo Vieira e Pedro Magalhães são dos poucos autores pescados fora das águas turvas do unanimismo ideológico representado).

 

As bravatas podem custar caras. E afinal, dura tem só de ser a vida dos trabalhadores. Ninguém disse que a pele dos homens mais ricos de Portugal também tinha de ser. Ou ouviram algum comentador afirmar o contrário?

 

 

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publicado às 09:41

Começo a ficar irritado. Há dias chamei "moça despachada" a Joana Barata Lopes, no dia a seguir Manuel António Pina chamou-lhe a mesma coisa. Ontem referi que Triplo A era nome de rancho no Faroeste, hoje Ferreira Fernandes fez o mesmo.

 

Como obviamente não há plágio da parte deles isso quer dizer que tenho o quadro de referências de jornalistas over 60. Quem é que me manda a mim não ter pachorra para acompanhar o sucesso de programas como o dos gordos a que reconheço mediocridade e não mérito? Parece-me que teria mais capacidade de transmitir sexualidade jornalisticamente apetecível.

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publicado às 09:58

O problema dos transportes

por Tempos Modernos, em 02.08.11

Ruy Belo ironizava que alguém teria colocado o seu O Problema da Habitação, poesia editada em 1969, na bibliografia de uma cadeira salvo erro da Faculdade de Direiro da Universidade de Lisboa.

 

Lembro-me sempre dele quando leio bloggers comentarem que o pior no aumento dos transportes é não haver correspondência com o aumento da qualidade.

 

Não conhecem as pessoas habituais, normais, licenciados pagos a salário mínimo, incapazes de comprar uma casa em Lisboa ou no Porto e forçados a comprar o passe social para vir trabalhar. Gente a quem 10 euros fazem diferença, que traz a comida de casa ou almoça ao balcão um rissol e uma sopa. Pessoas que tanto trabalham em lojas e atrás de balcões como em call-centers ou nos jornais e revistas que publicam certo tipo de artigos.

 

 

Pensam nos portugueses como uma massa de consumidores moderados de transportes públicos, com salários de de mais de sete mil euros por mês, ou o direito a viagens transeuropeias em classe executiva.

 

Nota: A foto remete para a qualidade média do metropolitano de Lisboa, de acordo com a maioria da bem informada opinião publicada.

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publicado às 12:51

 

 

Começou o desfile de gente nas televisões e jornais dizendo que o PCP e o BE não têm alternativas às políticas do FMI (ou do FEEF como diz cavaco) para Portugal.

 

Anda-se há meses a ouvir propostas dos dois partidos. Andaram  anos a alertar para a crise que  aí está. Não é preciso ter de concordar com eles, mas as coisas não deixam de existir apenas por não se querer

 

De gente que é bem paga para fazer comentários nas televisões e formar a Opinião Pública exigia-se mais do que comentários  assentes em dados ficcionais. As questões ideológicas e opções políticas estão longe de ser tecnicamente neutras. Por não gostarem do ponto de vista dos dois partidos não quer dizer dizer que estes não tenham assumido posições.

 

Se a representação da União Europeia em Portugal telefona para o BE e PCP, para averiguar da disponibilidade dos dois partidos para uma reunião é normal que estes não a queiram ter. Não acham que as medidas façam sentido e têm direito a essa opinião e a mantê-la. Por algum motivo existe quem vote neles e neles confie.

 

Que jornalistas e comentadores de horário nobre não o percebam e queiram forçar os dois partidos com assento parlamentar a pensar como  eles e como os três partidos em que votam maioritariamente revela uma visão estalinista do pensamento. 

 

Infelizmente, a missão de informar não é cultivada pelos comissários políticas do pensamento único.

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publicado às 22:14


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