27
Set 17
publicado por Tempos Modernos, às 12:11link do post | comentar

Os anúncios de pedidos de passagem à reserva de oficiais-generais  tenderão a multiplicar-se por razões que pouco têm que ver com a condução política conjuntural do Ministério da Defesa, como certos comentários podem fazer crer.

 

O dispositivo operacional do exército português assentou durante bastante tempo numa lógica de quadrícula territorial. Isto multiplicava os lugares de generais de três estrelas e dos seus segundos comandantes.

 

No pós-25 de Abril, no essencial, com quatro regiões militares e duas zonas militares, comandadas por oficiais-generais. Em regra, as primeiras eram comandadas por generais de três estrelas e as segundas por generais de duas estrelas. Brigadeiros (e depois os seus substitutos majores-generais) comandavam brigadas operacionais independentes - durante muito tempo apenas a (Mista e depois Mecanizada) de Santa Margarida.

 

Havia ainda estruturas com competências técnicas no âmbito da acção das armas e dos serviços: cinco direcções de armas e várias direcções de serviços. Os directores das armas eram generais de três estrelas e os dos serviços generais de duas estrelas.

 

Em relação ao antecedente, o novo paradigma assenta em grandes unidades operacionais de nível brigada, que são neste momento comandadas por generais de uma estrela - uma novidade já com alguns anos. A já não tão recente lei orgânica limita bastante o quadro de oficiais-generais, designadamente no que toca aos generais de três estrelas - que perderam pelo menos nove lugares.

 

Neste contexto, de cada vez que ocorrerem promoções a tenente-general o mais provável é que se assista ao pedidos de passagem à reserva dos majores-generais que não foram promovidos e que se viram ultrapassados na antiguidade.


mais sobre mim
Setembro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15

17
19
20
21
22
23

24
25
28
30


pesquisar neste blog
 
blogs SAPO