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Dez 15
publicado por Tempos Modernos, às 16:00link do post | comentar

Na vila de província, vende frangos assados, refeições para fora e tem doze empregados. Queixa-se do governo à esquerda e da prometida subida do salário mínimo para 600 euros, até ao final da legislatura.

 

Terá de despedir dois empregados, garante. Ou seja, em quatro anos, com uma casa que precisa de doze empregados, não sabe como ir tirando aos lucros cerca* de 1200 euros por mês. Não fez contas.

 

Garantidos estão apenas os despedimentos dos dois empregados caso o salário mínimo suba. Quer vingar-se dos partidos da esquerda.

 

Também há a mexida no IVA. Mas nem lhe passa pela cabeça baixar os preços ao consumidor quando este imposto descer dos 23 para os 13 por cento. Não fez contas e também não sabe com quanto ficará a mais no fim de cada mês.

 

Nem sequer pensou (por muito que os lucros do estabelecimento sejam à pele, e não são) que a verba que meterá ao bolso através do IVA que não recebe irá equilibrar e compensar a subida do salário mínimo.

 

Há coisas que fazem parte dos direitos naturais das gentes.

 

 

*Sim, os 1200 euros não são o valor exacto, trata-se de uma estimativa grosseira. Passa-se dos 500 para os 600 euros, e multiplicam-se os 100 euros a mais pelo número de empregados.

 

 


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