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"Os deputados aprovaram, com 99 por cento a favor e 94 por cento contra, a proposta para que casais do mesmo sexo possam co-adotar crianças" foi  lead equivocado na TSF.

 

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publicado às 13:37

Escolher os estudos que confirmam as nossas ideias

por Tempos Modernos, em 17.05.13

 

(Foto: tvline.com)

 

O Público abriu as páginas de ontem ao debate sobre a adopção por casais do mesmo sexo. Da banda do contra, um psicólogo citava um artigo australiano (Children in Three Contexts) onde se estudava "o melhor ambiente para um desenvolvimento social da criança e para a sua educação."

 

No tal trabalho compararam-se crianças a viver com "casais heterossexuais casados", "casais heterossexuais em união de facto" e "pares homossexuais".

 

Ignora-se se a designação "pares" terá sido a escolhida pelos australianos ou uma opção do psicólogo clínico e sexologista em detrimento de "casais".

 

De qualquer forma, se se admite que o ter dois pais ou duas mães possa dar nas vistas sendo algo complicado livrar-se da envolvente crítica (veja-se o testemunho do psicólogo) já a ausência do casamento dos progenitores torna-se de evidência mais complicada (talvez com excepção das pequenas vilas portuguesas de interior ou nas escassamente povoadas cidades australianas). 

 

Não li, confesso, o artigo a que o psicólogo dá a sua caução, enquanto de caminho, por vícios metodológicos, elimina uma série de outros de que não indica títulos ou autoria. Mas talvez o citado estudo australiano ganhasse com um quarto contexto: o das crianças a viver com "casais heterossexuais casados pela igreja". Quase que se aposta que ainda dariam melhor lar aos rebentos que os dos "casais heterossexuais casados pelo civil". 

 

Abel Matos Santos, o referido psicólogo, defende que "privar deliberadamente uma criança da possibilidade de ter um pai e uma mãe magoa e faz mal à criança". Só nada diz de forçar uma criança a viver institucionalizada e sem família ao impedir a sua adopção por casais (ou pares, como ele escreve) homossexuais.

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publicado às 13:22

Foi birra, senhores?

por Tempos Modernos, em 06.01.13

Em 2011, depois de ter conseguido o apoio do PSD e do CDS-PP para lhe aprovar os PEC I, II e III, o PS foi enconstado às cordas pelos dois partidos que recusaram viabilizar também o IV Pacote de Estabilidade e Crescimento. Sócrates demitiu-se na sequência.

 

O facto ainda agora foi relembrado por Heloísa Apolónia, dos Verdes, na sequência da abstenção do PS na votação de uma proposta do PCP e do BE  para subir o salário mínimo. Só que, sobre esse facto, os socialistas montaram desde então uma manobra de justificação para consumo dos seus próprios eleitores: a de que os responsáveis pelo chumbo do PEC IV foram PCP, BE e PEV - que já tinham votado contra os anteriores pacotes - e não os partidos de direita que mudaram entretanto as três posições anteriores.

 

A deputado dos verdes respondia ao deputado do PS Nuno Sá que acusava os partidos à esquerda por se terem aliado à direita derrubando o governo de sócrates, aquele "que em Portugal mais subiu o salário mínimo". Não se percebe então muito bem o motivo pelo qual o PS se absteve agora na votação proposta do PCP e do BE sobre esse assunto.

 

Torna-se confuso que o partido seja com Sócrates o campeão das subidas do salário mínimo, como reclama Nuno Sá, para ser na oposição incapaz de votar contra a maioria governamental que rejeitou o aumento.

 

 

 

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publicado às 20:38

 

 

"O social-democrata [Vírgílio Macedo] destacou também que «ninguém vai imaginar que existiram pressões sobre os jornalistas» até porque estes não são «susceptíveis de sofrer esse tipo de pressões, porque têm um código de ética que não lhes permite»."

 

Já que o líder do PSD-Porto acha que aquilo que disse é argumento, talvez devesse lembrar-se que o Código Deontológico também não permite que um jornalista minta. Enfim, alçapões e contradiçõezitas do argumentário político instantâneo e pronto a vestir.

 

(Via Jugular)

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publicado às 10:21

A ver se eles são parvos

por Tempos Modernos, em 19.05.12

 

Luís Meneses tem da política um certo traquejo.

 

Pelo menos da parte que versa sobre as justificações falaciosas.

 

Para o deputado do PSD, em declarações a um canal televisivo qualquer, se o jornal não foi condicionado daí decorre que não se pode acusar o ministro de tentar condicionar.

 

A pergunta é: Ele acha mesmo que somos parvos?

 

Mal comparado, é assim como se em caso de homícidio apenas se fosse a julgamento nos casos concretizados deixando as tentativas de homicídio de fora das investigações.

 

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publicado às 13:29

Em casa de espeto, ferreiro de pau

por Tempos Modernos, em 04.08.11

Uma das grandes ironias sobre Joana Barata Lopes é o facto de ela ser Assistente Notarial, um ofício que vive da certificação dos actos dos outros.

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publicado às 13:05

Maiorias Alargadas

por Tempos Modernos, em 22.07.11

Dar nomes aos bois, saber quem fez as dívidas, poder decidir os votos com base na realidade e nos nomes dos despesistas constituiria uma sólida benesse democrática.

 

Partidos passavam a poder suportar em factos as acusações que atiram a outros.O país começava a poder escolher com base na realidade e não nos interesses instalados.

 

Mas não. Apenas o PCP, o PEV e o deputado Pedro Nuno Santos, do PS, acharam boa a proposta do BE para apurar o perfil da dívida portuguesa.

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publicado às 12:52

Momento ganhado

por Tempos Modernos, em 22.06.11

Virginia Woof, autora de Mrs. Dalloway e Rumo ao Farol, esses dois portentosos monumentos da literatura mundial, tem sido muitas vezes avaliada com a esquadria rotuladora da exemplaridade do feminino.

 

No entanto, no mais fácil, mas não menos excelente Orlando, a escritora pôs a personagem principal quase a "incorrer na suprema loucura - de todas a mais aflitiva, seja no homem ou na mulher - de se envaidecer do seu sexo".

 

Ao ser eleita, Assunção Esteves torna-se a primeira mulher a ocupar o segundo mais alto lugar do Estado. Felizmente, andam equilibradas as notícias entre este lado mais fait-divers da especificidade de género e as qualidades da parlamentar que são o que realmente interessa. Foram elas que levaram a que a nova presidente da Assembleia da República fosse justamente elogiada - diferenças ideológicas à parte - por todas as bancadas.

 

Em nota final. Quem cresceu em escolas onde coexistiram rapazes e raparigas já só vê normalidade nesta novidade.

 

No poder, mulheres têm conseguido mostrar-se tão boas e tão más como homens. Tão inteligentes e tão estúpidas como eles. Tão cavalgaduras e tão sensíveis. Há exemplos para todos os gostos, feitios e medidas.

 

Achar o contrário é tão imbecil e sexista (embora mais bem tolerado) como o habitual (e cada vez mais envergonhado) machismo.

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publicado às 14:02

Derrota ou ensaio geral auspicioso?

por Tempos Modernos, em 20.06.11

 

Passos Coelho devia ter tido o bom senso de perceber o mau negócio feito com o cabeça de lista por Lisboa. Ter tido a coragem de voltar com a palavra dada atrás. O primeiro compromisso dele é com os eleitores e não com os candidatos a deputados. De qualquer forma, o chumbo a Nobre teve a vantagem - tão por baixo andam os níveis de esperança - de revelar a existência de um módico de juízo nas parlamentares cabeças.

 

Já Nobre devia acompanhar com quem o chamasse da excessiva conta em que se tem, muito embora se duvide que haja quem o demova. Mostrar-se-ia de outra cepa se tivesse tido a generosidade de libertar o primeiro-ministro indigitado da palavra dada.

 

O voluntarismo, o ódio aos políticos e a inconsistência política não recomendavam o médico para dirigir a Assembleia da República. Gerir os trabalhos do mais importante órgão de uma democracia representativa não é exactamente o mesmo que enfrentar as familiares assembleias gerais da Assistência Médica Internacional.

 

No entanto, recusado Nobre pelas melhores razões, o que fará curso na opinião pública será a versão de café: o novo (e possivelmente efémero) deputado laranja só foi recusado por ser o único capaz de enfrentar o sistema.

 

À demagogia, o Parlamento devia contrapor trabalho sério mas tudo sugere que ainda não será nesta legislatura que uma boa parte dos deputados justificará os votos que os elegeram. De qualquer forma, isso nunca foi assunto que os presidentes da Assembleia pudessem resolver.

 

No cômputo final, independentemente de quem vier a ser eleito, fica uma certeza. O que se perde em chavascal e potencial humorístico vai ganhar-se em correcção e rigor processuais. Uma má notícia para os comediantes, mas uma boa notícia para o país.

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publicado às 17:56


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