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Polifonia em vez de pluralismo

por Tempos Modernos, em 15.09.13

(Fonte: dn.pt)

 

A TVI 24, que é assim uma espécie de canal oficial da Fundação Francisco Manuel dos Santos, lá tem transmitido directos da conferência Presente no Futuro. Portugal Europeu. E agora?

 

Em zapping, notei que um dos painéis incluia Manuel Villaverde Cabral, Augusto Mateus e António Barreto, moderados por Teresa de Sousa. Ou seja, pelo que se conhece do discurso público dos quatro oradores, uma enorme convergência de ponto de vista.

 

Acho que é isto que se entende em Portugal como um debate pluralista. Muitas pessoas a dizerem a mesmíssima coisa. Uma variante de Dupond e Dupont sem a qualidade estética do Hergé.

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publicado às 14:30

Propaganda ideológico

por Tempos Modernos, em 13.01.13

O Público apresenta hoje um trabalho sobre a desindustrialização do país e apresenta 15 visões 15 sobre as prioridades de um projecto do género.

 

E quem é que foi ouvir? Gente que tenha alertado contra os riscos do fim da indústria portuguesa, críticos dos caminhos que conduziram o país à indigência económica e financeira, gente de áreas políticas e ideológicas variadas?

 

Claro que não. Ouviram gente como Mira Amaral, Daniel Bessa, Augusto Mateus ou João Salgueiro, alguns dos coveiros da coisa. 

 

Isto tem um nome. Não lhe chamem é jornalismo. 

 

 

 

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publicado às 10:38

 

 

(Foto: asbeiras.pt)

 

Errada mas não tonta, disse Augusto Mateus referindo-se à estratégia de gestão tomada pelo Governo.

 

Segundo o antigo ministro da Economia de Guteres, as medidas visam a construção de um novo começo e falham na necessidade de tempo para o seu efeito se fazer sentir. Tempo que nunca existe pois a sociedade entra em crise. E pelos vistos colapsa em várias vertentes: na economia, na quebra de confiança, na esperança.

 

Ora, em princípio, um modelo que faz isso tudo é não só errado, mas também tonto, imbecil, alarve, parva, canalha, criminoso.

 

Mas imagino que isso deva ser um defeito meu. Fiz engenharia, e mal, e o homem foi governante, é académico, comentador televisivo. Um sábio, em resumo.

 

Eu também posso projectar um barco em papel que flutue, que navegue, seja estável. Se quiser ir de Peniche às Berlengas com pessoas dentro já duvido que funcione. Ia colapsar e o pessoal morria todo afogado.

 

Num tempo em que a primazia é dada ao Homo economicus, deve surgir como estranha a relação que a engenharia e a ciência estabelecem entre a matemática, a física e o serviço à humanidade.

 

Grande parte dos modelos de engenharia têm um número de variáveis finito e em grande parte bem determinado. Os factores impoderáveis e os negligenciáveis acabam por ser excluídos das equações. Por isso mesmo aplicam-se a estas fórmulas vários coeficientes de segurança, termos que servem para proteger a vida e a saúde do ser humano. Nenhum engenheiro projecta um protótipo seja do que for sem pensar na sua utilização humana.

 

Já na Economia, um saber social, em que qualquer fenómeno depende se grandezas estocásticas e infinitas, a maioria dos sábios esquece-se do factor humano. Quer como variável dos modelos, quer como utilizados final dos seus modelos.

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publicado às 11:15


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