29
Set 17
publicado por Tempos Modernos, às 16:54link do post | comentar

Saiu do Ministério de Assunção Cristas a lei que liberalizou as rendas antigas. A legislação de que a hoje presidente do CDS-PP foi mentora contribuiu bastante para alguns dos mais mediáticos problemas com que a cidade se confronta:

 

As subidas descontroladas dos preços de venda e de arrendamento das casas em Lisboa,

A expulsão de ainda mais gente para a periferia,

O fim de muitas casas e estabelecimentos históricos da capital,

Os prédios de alta rotatividade, já não para morar, mas apenas para se passar por lá uns dias.

 

Ainda, assim, dizem sondagens (aqui, por exemplo) que poderá ficar à frente de Teresa Leal Coelho, a candidata laranja.

 

Das duas umas, ou há falta de memória dos eleitores ou há muitos proprietários e senhorios agradecidos na cidade.


publicado por Tempos Modernos, às 10:10link do post | comentar

Sofia Vala Rocha, número 5 da lista de Teresa Leal Coelho à câmara de Lisboa acaba uma entrevista ao Diário de Notícias a dizer não saber se Rui Rio prepara uma candidatura à chefia do PSD.

 

Ainda assim, pelo caminho, deu por duas vezes o exemplo de Rui Rio como alguém que - ao contrário de Pedro Passos Coelho, a quem Sofia Vala Rocha acusa de "homícido qualificado" do PSD em Lisboa - soube conduzir bem os processos políticos e autárquicos.

 

Setembro sempre foi mês de maiorias que chegam silenciosamente. Ou nem tanto.


18
Set 17
publicado por Tempos Modernos, às 17:12link do post | comentar

Estava convencido de que estes já tinham posto de parte a conversa d'Os miseráveis que paguem a crise.

 

Dois anos depois de terem saído do Governo continuam sem perceber onde estão as prioridades sociais e das coisas a fiscalizar.

 

E ainda recuperam o modelo sonso-suicida usado por Passos Coelho em Pedrógão Grande: o de que foi alguém que lhes falou no assunto.


15
Set 13
publicado por Tempos Modernos, às 10:20link do post | comentar

 

O direito à informação existe para os cidadãos terem acesso às propostas de gestão da cidade.

 

Não existe para os jornalistas escolherem as propostas de gestão da cidade a que os cidadãos podem ter acesso.

 


14
Set 13
publicado por Tempos Modernos, às 21:38link do post | comentar

Em 2002, na redação onde então parava e estagiava, tinha por minha conta os pelouros da CDU e do BE. Por esta altura, Setembro, o Bloco ia fazer a rentrée. Era aliás o último dos partidos com assento parlamentar a fazê-la.

 

Não me recordo do motivo, mas nesse dia estávamos sem editor. Quando o membro da direcção temporariamente com nossa tutela perguntou o que é que havia de assuntos de agenda, referi-lhe o regresso de férias do Bloco de Esquerda.

 

Respondeu-me que o Bloco já tinha tido a sua reentrée quando, pouco mais de uma semana antes, alguém do partido tinha defendido um qualquer nível de despenalização das drogas. "Como é que não terão ficado milhares de mães pelo país fora?", perguntou-me.

 

E não fizemos a rentrée do BE.


publicado por Tempos Modernos, às 14:40link do post | comentar

"O «critério jornalístico» é tão-somente aquilo que é decidido por quem tem poder de dizer que é «critério jornalístico», sem ter de se justificar: é uma espécie de carisma recebido não de uma língua de fogo descida dos céus mas de uma reconfortante carícia do patrão no cachaço.


O mais das vezes são razões de emergência comercial ou de planos de conveniência económica para negócios que nem sequer precisam de ter que ver com a subsistência do órgão de informação.


«É o mercado! É o mercado», esganiçava-se há dias um propulsionado jovem multicomentarista político, para se pronunciar sobre a cobertura das eleições, como se escolher representantes fosse uma espécie de lota de dizer «chui»".


Nota: A separação por parágrafos é minha.


13
Set 13
publicado por Tempos Modernos, às 21:26link do post | comentar

 

Volta não volta regressa um certo discurso de uns ainda mais certos, mas confusos, arautos da liberdade de imprensa.

 

Há os que por muitas e frenéticas justificações que carreiem e em que se desdobrem não se livram das acusações de beneficiar o Governo enquanto demonstram falta de qualidades e vocação para estar à frente de um serviço público de informação.

 

Há também os que torturam ideias, com incorrecções e ligeireza. Os que se reclamam, arrogam e presumem de uma qualquer superioridade na classe.

 

Supreendentes são algumas aparentes rendições ao complexo corporativo-mediático, se calhar suficientemente satisfeitas com as próprias quotas de notoriedade.

 

As mesmas estações que obtiveram a concessão de frequências públicas convergem na recusa em prestar serviços a que se comprometeram. Falta de meios, dizem elas, quando são às mãos cheias os repórteres enviados para qualquer evento futebolístico ou se perdem minutos e meios preciosos a cobrir banalidades como o galo de Resende.

 

Claro que as arruadas nada informam. Nada se perde por as televisões não as acompanharem. Claro que os meios dos órgãos de informação não são infinitos, nem conseguem chegar a todo o lado. Claro que muitas questões têm apenas interesse local. Mas, por muito que se aleguem outros motivos, os boicotes dos canais televisivos nacionais à cobertura jornalística das autárquicas justificam-se mais por preguiça intelectual, má gestão dos meios disponíveis e espírito corporativo.

 

A mero título de exemplo, distribuídas pelos três canais abertos que costumam entre si combinar a emissão de debates, podiam passar-se reportagens temáticas sobre as capitais de distrito e maiores cidades das regiões autónomas. Fazer o mesmo com umas quantas autarquias mais sensíveis ou de resultados mais imprevisíveis. A lei - que data de 2001 (pdf) e não do PREC, como algumas almas bastante mal informadas fazem passar - permite-o: o articulado é suficientemente aberto a interpretações que não forcem à cobertura da totalidade dos 308 concelhos. As direcções de informação optaram por esticar a corda e deitar fora o bebé com a água do banho

 

Sobre este assunto, salva-se a posição do Sindicato dos Jornalistas. Ao menos por lá percebe-se que são os cidadãos que têm Direito à Informação e que a classe apenas existe para servir e salvaguardar este direito. Os jornalistas não existem para arrogantemente se armarem em cão com pulgas. Não existem para atropelar pluralismo e democracia em nome de valores que passam no essencial pelo que alguns - com seus critérios aboslutamente pessoais - garantem ser o mercado mediático.



Nota: o título deste post foi alterado e alguns parágrafos foram reescritos.


05
Set 13
publicado por Tempos Modernos, às 16:32link do post | comentar

Paulo Ferreira disse ao jornal i que "deve caber «ao jornalismo o que é do jornalismo e à política o que é da política»". O director de informação da RTP pretende justifica e arrumar a realização de uma entrevista a Pedro Passos Coelho em vésperas de eleições autárquicas e a exclusão dos restantes dirigentes partidários.

 

Será que acha mesmo que a sua posição é defensável e compatível com o pluralismo associado ao direito à informação?

 

Os critérios jornalísticos e editoriais têm as costas largas e sofrem demasiados tratos de gato sapato nas mãos de quem os saca dos coldre para justificar decisões duvidosas.


21
Fev 13
publicado por Tempos Modernos, às 17:48link do post | comentar | ver comentários (1)

José Alberto Carvalho anuncia que os três canais televisivos andam a ver se se concertam já nos debates autáquicos para mudar a lei eleitoral que os obriga a não privilegiar os cincos maiores partidos. Só que, lamentavelmente para o jornalismo e para a informação, o que está mal não é a lei. O que está mal são as capacidades operacionais das estações e o que perdem para o espectáculo comunicacional. Será menos esclarecedor um debate com dez partido em vez de cinco? Depende de como fôr feito. Se calhar tem de demorar mais tempo do que aquele que as estações estão dispostas a dispensar.

 

O director de informação da TVI prefere o ruído e as luzes à informação, jornalismo e democracia, mesmo que afirme o contrário. O que diz sobre o caso das vaias a Relvas no ISCTE adensa essa convicção. Bem pode acusar Estrela Serano de fazer uma avaliação política ao afirmar que Relvas não tem autoridade para falar do que será o jornalismo nos próximos 20 anos. Ao convidá-lo, a avaliação de José Alberto Carvalho foi também política. Tal como foi a de todos os directores de jornais que agora defenderam o ministro. Ao não ter previsto o que ia acontecer, Carvalho deixa também a desejar no que toca à capacidade de análise.

 

* Já depois de escrito o post, descobre-se que o recurso ao argumento "político"  de José Alberto Carvalho vai mais longe do que parecia quando escolheu Relvas para discursar no ISCTE e quando saíu em sua defesa. Alguns arautos da isenção política  têm dificuldade em lidar com factos e com rigores que lhes ponham em causa ideias feitas.


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