23
Fev 14
publicado por Tempos Modernos, às 16:39link do post | comentar

Qualquer tentativa cientificamente proba e honesta de categorizar a deputada do PSD que perguntou aos bolseiros de investigação a relevância de estudos de botânica africana, arrisca-se a sofrer queixa judicial da madame.

 

O que é aterrador: Primeiro, o PSD encaminha para a Comissão de Educação da Assembleia da República gente tão impreparada como o protótipo do taxista. Já que o campo em que a obviamente inútil deputada navega é o da utilidade prática evidente, talvez a sua indicação constitua modo de representar alguma quota intelectual nacional - a da gente que não tem memória de ter lido, ouvido ou visto (sei lá, num filme de acção de Hollywood) dizer que muitas das descobertas em medicação vivem de desenvolvimentos na investigação em plantas e animais de todo o mundo.

 

Segundo, aquilo que a referida senhora é, é o tipo de coisa que não se pode dizer em público.


09
Out 13
publicado por Tempos Modernos, às 10:37link do post | comentar

 

(Fonte:ionline.pt)

 

 

 

É isto que diz o título do jornal, ou não é?


05
Nov 12
publicado por Tempos Modernos, às 19:44link do post | comentar | ver comentários (1)

Há dias, num comentário de um blogue alguém dizia que um economista era uma pessoa que queria tirar um curso superior e queria fugir à matemática.

 

A facilidade com que propõem modelos numéricos para prever comportamentos humanos e sociais é tão inquietante como a fé com que olham para os resultados.

 

Pior é que persista ainda na opinião pública a ideia distorcida de que a economia é infalível. De que segue regras naturais bem determinadas a que não se consegue escapar e que em nada dependem das opções de actores políticos e dos comportamentos absolutamente aleatórios das sociedades.

 

Deve resultar desta confusão conceptual a condenação a seis anos de prisão de um conjunto de cientistas italianos por terem subestimado riscos de sismo na região de L'Aquila, em 2009. Precedido por abalos de menor intensidade, o terramoto de 6 de Abril desse ano acabou mesmo por causar 309 vítimas mortais.

 

Como perceberá qualquer pessoa que perceba um bocadinho de matemática e de física, a descrição dos fenómenos sismológicos assenta essencialmente em modelos estocásticos e não determinísticos. Qualquer previsão nesta área é feita com margens de erro. É sempre o tipo de evento que pode ou não acontecer.

 

A incerteza acerca da ocorrência de um grande e mortífero terramoto era a única resposta cientificamente possível que os sismólogos poderiam dar. E terá sido a que deram. Só que após uma reunião com eles, um elemento da protecção civil emitiu um comunicado afastando o perigo. Mais de três anos depois, um tribunal italiano condenou os cientistas por negligenciarem o perigo.

 

Vivemos num mundo em que está generalizada a ideia de que a economia é uma ciência exacta, e não uma métrica social. Só mesmo nele é que se pode ver um exercício de futurologia num trabalho onde se avalia a possibilidade de ocorrência de um tremor de terra.


26
Ago 12
publicado por Tempos Modernos, às 09:44link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Uma das maiores figuras da última grande aventura humana de exploração.


11
Ago 12
publicado por Tempos Modernos, às 09:47link do post | comentar | ver comentários (2)

Pelo que a experiência me diz, era justamente ao contrário.

 

Os baldas safavam-se sempre a educação física e os marrões eram uns cepos.


13
Set 11
publicado por Tempos Modernos, às 10:20link do post | comentar

Regresso às aulas. Perguntada sobre a ponderação dos testes para a nota final recusa responder. Que não percebe nada de matemática. Filha e irmã de professores universitários, casada com outro, di-lo com orgulho.

 

Estúpida de mais para perceber que lhe fica vedada a completa compreensão da parte económica da disciplina que ensina, incapaz de perceber boa parte do pensamento e da sabedoria humanos, vedada à riqueza polissémica de um vocábulo corrente.

 

Não se trata de análise matemática, nem de demonstração de teoremas. Apenas de dividir por 100 e multiplicar, uma coisa que nem chega a ser um arremedo de estatística e que devia ter aprendido na escola primária. A ignorância pode ser muito arrogante.


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