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Jun 16
publicado por Tempos Modernos, às 19:33link do post | comentar

 

colegio.JPG

 

Além do cartaz com erro que se vê na imagem, manifestantes de colégios privados com contrato de associação têm usado pelo menos outro de sintaxe aberrante:

 

"Querem tirar-me a escola que gosto"

 

Ao menos da qualidade do ensino de português não se podem gabar muito.


12
Mai 16
publicado por Tempos Modernos, às 11:05link do post | comentar

Não basta, mas os bons órgãos de comunicação social caracterizam-se pela expressão do contraditório e do pluralismo.


11
Mai 16
publicado por Tempos Modernos, às 16:29link do post | comentar

Depois do 25 de Abril, dois cardeais  intervieram durante anos na vida pública e política portuguesa. Sempre sem tomarem continuado e notório partido por uma das partes. Mesmo que o seu natural os inclinasse a umas opções e não a outras. Com Manuel Clemente, alguma coisa se alterou em termos de equidistância. 

 

Um certo clima florentino coincidente no tempo com as vésperas da sua subida à púrpura cardinalícia já não prenunciava um magistério particularmente exaltante. Nas vésperas da escolha, o conservador Carlos Azevedo - principal opositor do hoje cardeal -  foi atingido por informações e rumores mantidos a circular inclusive por gente inesperada.

 

Ao engrossar a voz de uma tendência da Igreja - que já nem é muito recente (aqui e aqui) - o cardeal-patriarca de Lisboa apoiou os colégios com contrato de associação: Os pais dos alunos do privado "também financiam as escolas estatais", disse.

 

A igreja do Papa Francisco não parece ser a mesma de Manuel Clemente, um cardeal de discurso demasiado cesarista, agora confundível com o dos proprietários dos colégios privados.


publicado por Tempos Modernos, às 16:02link do post | comentar

Na passada sexta-feira, Pedro Passos Coelho avisava o Governo. Os colégios com contrato de associação podiam pôr o Estado em tribunal por não cumprir compromissos.

 

A ideia não era nova, mas na terça-feira dez colégios deram razão ao ex-primeiro-ministro que, já em final de mandato (depois de três anos de cortes no ensino público, de despedimento de professores, de aumento de dimensão das turmas da escola pública, e de reduções da rede escolar), andou a contratualizar a prestação de serviços educativos com privados: entre o final desta semana e o início da próxima, dez colégios prometeram avançar para tribunal.

 

São o mesmo tipo de afinidades electivas de que se falou no postado anterior.

 


10
Mai 16
publicado por Tempos Modernos, às 16:56link do post | comentar

Gritou anos a fio contra o Viver acima das possibilidades português - um mantra do PSD e do CDS-PP no Governo. Não há muito tempo, deixou o jornal que dirigia. Poucos meses antes de a publicação fechar crivada de dívidas - um desfecho inexplicável para quem destruiu tanto eucalipto a exigir o empenho nas boas contas.

 

Saído da direcção do jornal, logo se ocupou. O que é natural. A mobilidade é um atributo de alguns jornalistas - uma gente que roda pelos lugares de chefia e de comentadores na imprensa como se aquilo fosse um carrossel onde não entra mais ninguém.

 

Ontem, o Sempre Comentador colava o ministro da Educação a Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores. Já hoje, Passos Coelho explicou acusações de sábado: São da Fenprof os interesses servidos por Tiago Brandão Rodrigues

 

As afinidades electivas explicam muitas coincidências, muitas convergências. Mas às vezes ouvem-se os comentários da coisa política e dá a impressão de se estar a ouvir uma orquestra.


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