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Dez 11
publicado por Tempos Modernos, às 09:49link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Martelada pelo génio criativo de Relvas, Miguel, a reforma autárquica (pdf) do Governo do PSD-CDS/PP faz-se de voluntarismos e esquecimentos.

 

No distrito de Santarém, por onde o ministro tem sido eleito para a Assembleia da República, prevê-se a extinção de 67 freguesias. E mesmo não tendo o Ribatejo os níveis de bairrismo do Minho, jornais regionais prevêem que muitas fusões não se farão sem dispêndio de energias conflituais.

 

Curiosamente, fica de fora o Entroncamento, com escassos 14 quilómetros quadrados, eminentemente urbanos, e 20 mil habitantes. Município recente, criado em 1945, é, desde 2001, liderado pelo PSD e contou, até 2005, com apenas uma freguesia.

 

Apesar do impacto residual, se há sítio onde uma concentração autárquica fazia sentido era aqui. Embora a duplicação possa servir clientelas políticas locais (e até religiosas; veja-se o empenho de José Luís Borga no baptismo da nova freguesia como Nossa Senhora de Fátima) não se percebe muito bem a necessidade de divisão e nem sequer a sua utilidade para as populações.

 

Pensada por Relvas, a mata-cavalos, na solidão lisboeta, a reforma autárquica do Governo PSD-CDS/PP mistura alhos, bogalhos e esquece-se dos casos óbvios que podiam olear um processo delicado.

 


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