06
Jan 17
publicado por Tempos Modernos, às 12:59link do post | comentar

A comunicação social faz sempre grandes parangonas com o crescimento da dívida e dos seus juros.

 

Disse, e repito: Isso não é notícia, Sobe há anos e, tirando variações locais, continuará a subir, mesmo sem que o Estado contraia mais empréstimos. Foi negociada assim durante demasiado tempo.

 

As questões relevantes e noticiosas são outras. É possível pagá-la? É possível que caia sem renegociação? É possível baixá-la sem um crescimento económico vigoroso?


24
Out 16
publicado por Tempos Modernos, às 14:54link do post | comentar

Não se entende muito bem o sentido exacto de notícias a dar conta de que a "[d]ívida portuguesa volta a aumentar".

 

E então, que novidade nisso? A dívida é impagável e, enquanto não for reestruturada, não irá parar de crescer, como é público e notório há pelo menos cinco anos. A coisa não nasceu agora e tem raizes num modelo de crescimento que Cavaco já cultivava.

 

Só os jornalistas de economia e as suas fontes privilegiadas é que ainda não deram por isso.


21
Jun 16
publicado por Tempos Modernos, às 17:09link do post | comentar

Nas reuniões do Partido Socialista Europeu alguém dirá ao seu correligionário (e ministro das Finanças) holandês aquilo que ele é?


21
Mar 12
publicado por Tempos Modernos, às 22:40link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Um dos argumentos dos críticos das greves tem sido o de que os mercados internacionais têm Portugal debaixo de olho e que nos castigam ao menor sinal de conflitualidade social.

 

Hoje, Portugal colocou Bilhetes do Tesouro em leilão e os juros baixaram.

 

Vai uma aposta que, mesmo assim, a crença nos efeitos nefastos da Greve Geral na imagem do país não largarão o argumentário político?


17
Set 11
publicado por Tempos Modernos, às 21:51link do post | comentar

 

Há umas semanas a SIC-Notícias transmitiu Dividocracia, um documentário onde se dizia que a esperança média de vida se reduzia em entre cinco a dez anos nos países submetidos a intervenções do FMI.

 

Na Grécia, a farmacêutica Roche já cortou o fornecimento de medicamentos. Em Portugal, o colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos reclama mas é esse o cenário que está em cima da mesa.

 

Entre violar as patentes e deixar morrer alguém por falta de medicação não deveria haver grandes dificuldades de opção. Infelizmente, os governantes europeus já mostraram bastas vezes para quem governam.


20
Mai 11
publicado por Tempos Modernos, às 19:42link do post | comentar

 

Quanto mais não fosse por causa da Grécia (aqui, os franceses afiam os dentes com olhinho abrilhantado pelos saldos das jóias helénicos) os partidos em Portugal tinham a obrigação de discutir a reestruturação da dívida na campanha que aí está.

 

Até ao momento, apenas a CDU e o BE têm insistido nesta necessidade que, mais cedo ou mais tarde cairá, como uma bomba no debate político português e se entrará porta dentro com a força das inevitabilidades. Chamam-lhes demagógicos e caloteiros.

 

E se desta vez os sempre distraídos jornais não vão poder dizer que ninguém tinha avisado, quase garanto que serão os do costume a lucrar com o crime da cegueira.

 

No debate com Jerónimo de Sousa, Portas disse ao comunista que o PCP faz muitas vezes diagnósticos certos: Falhava depois era na cura.

 

Infelizmente, ao contrário do que se disse nos jornais durante as décadas que levamos de pertença à Comunidade Europeia, a extrema-esquerda teve sempre razão. O que previu sucedeu - o que se calhar demonstra que sobre a demagogia que uns têm a fala e outros o proveito.

 

Na hora de votar, entre os três partidos da Aliança FMI (que falharam os diagnósticos todos e não encontraram cura nenhuma) e os que ao menos acertaram nos diagnósticos (e que nunca ninguém deixou ver se a cura resultava), devia valer pontos a seriedade quanto à discussão da reestuturação da dívida.

 

Mas os eleitores comportam-se com a mesma capacidade analítica que num Benfica-Porto e talvez aproveitem o dia para empurrar com cerveja mais uma sandes de courato.


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