13
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 15:59link do post | comentar

Sempre que ouço ou leio Duarte Marques sinto-me confrontado com o princípio de que não se deve bater nos mais fracos. Mesmo  sabendo que o homem é deputado e ex-presidente da juventude partidária do seu partido,  o discurso é de tal ordem que um tipo sente-se tentado à clemência .

 

Agora, no twitter, disse lamentar a eleição de Trump. Contudo, deu-a como exemplo da democracia a funcionar, ao contrário do que se terá passado em Portugal com a chegada de António Costa a primeiro-ministro. Pouco interessa a Duarte Marques que António Costa seja primeiro-ministro no mais estrito cumprimento da Constituição da República Portuguesa e do seu artigo 187º.

 

"Ao contrário do [sic] Costa este [Trump] ao menos venceu as eleições", escreveu o deputado do PSD.

 

Pois, só que a constituição dos Estados Unidos permite que seja eleito o segundo candidato mais votado. Hillary Clinton teve mais 230 mil votos que Trump. No total, ficou com 47,7 % dos votos populares, mais 0,2% dos que recebeu o novo presidente norte-americano que arrecadou apenas com 47,5% dos sufrágios. E, no passado recente, é até a segunda vez que tal sucede. Em 2000, George W. Bush também foi eleito presidente dos Estados Unidos da América com menos votos populares que Al Gore, o candidato democrata.

 

Só que ao contrário do que se passa em Portugal onde, para ser indicado, o primeiro-ministro tem, em princípio, de garantir uma maioria dos votos (é o que sucede com António Costa que tem o apoio resultante dos votos do PS, BE e CDU), nos EUA o chefe do poder executivo não precisa de ter a maioria dos votos expressos.


11
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 10:13link do post | comentar

Um muito razoável número de analistas fala da vitória de Donald Trump como resultado da arrogância “das elites progressistas”. É por exemplo o ponto de vista do ex-presidente da fundação do Pingo Doce.

 

Mas e quanto ao discurso racista, sexista, homofóbico e por aí fora do candidato republicano e dos seus apoiantes? Existe uma equivalência de grau e de qualidade?

 

Nestas grelhas de análise, torna-se complicado perceber o modo como se qualificam os discursos acerca dos comportamentos sociológicos. Arrasar o carácter de minorias e acusá-las dos males da sociedade é ou não é arrogância? Existe, de facto, uma elite progressiva arrogante? E a minoria bronca é mesmo uma minoria e estará, de facto, destituída de voz?

 

 


08
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 10:08link do post | comentar

Nos Estados Unidos, todos os dias são publicadas várias sondagens acerca das presidenciais. Há várias semanas. Têm as mais variadas origens (jornais, universidades, centros de sondagens, etc.) e o Real Clear Politics é um dos agregadores dessa informação.

 

Tem por isso sido bastante estranho ver os telejornais portugueses a noticiar de modo bombástico os resultados de sondagens concretas - como se fossem a única informação disponível e não conviesse perceber se dizem o mesmo que outras publicadas no mesmo dia.

 

Nos últimos dias, no LA Times mantém-se há muitas semanas a tendência de vitória de Trump, mas o grosso das restantes sondagens nacionais tendem a dar Hillary Clinton como a próxima presidente dos EUA.

 

Só que como nos Estados Unidos se pode ter mais votos a nível nacional e ainda assim ter menos grandes eleitores, convém olhar sempre para as eleições estado a estado.

 

E a oscilação dos gostos não pára nos estados dançarinos. Ou por outra, não pára num dos mais importantes. Na Florida, que elege 29 grandes eleitores, há sondagens para todos os gostos. Já no Ohio, que elege 18, a coisa parece estar decida. A favor de Trump.


02
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 16:02link do post | comentar | ver comentários (2)

Pode dar tudo para o torto, mas apesar da interferência do FBI na campanha e de algumas sondagens, Hillary Clinton tem grande probabilidade de ser eleita presidente dos Estados Unidos da América.

 

A eleição dos presidentes norte-americanos é indirecta. E, para ser eleito, o candidato tem de garantir 270 votos do colégio eleitoral. Há estados pequenos, que elegem apenas três eleitores (por exemplo, o Alasca, o Wyoming, Washington DC) e estados populosos a eleger 55 eleitores (como a Califórnia), 38 (como o Texas) ou 29 (como a Florida).

 

Também há estados garantidamente democratas (o Massachussets é um, com 11 eleitores), onde os republicanos não fazem campanha por não valer a pena, e, vice-versa, estados assumidamente republicanos (veja-se o Tennessee, também com 11 eleitores) onde as caravanas democratas nem páram. Aí as urnas estão virtualmente fechadas e os dois maiores partidos norte-americanos contam há muito com esses eleitores como seus.

 

Depois há, como já se sabe, os estados dançarinos, onde a luta é renhida, e tanto podem cair para um lado como para o outro. E é aqui que tudo se joga. Em estados ambíguos, como a Florida (29 eleitores), Nevada (6), Iowa (6), Ohio (18) não se sabe se a vitória pende para Hillary Clinton ou para Trump.

 

Tudo contabilizado, no presente momento, Hillary Clinton terá 263 dos 270 eleitores de que necessita no colégio eleitoral para assegurar a eleição. Donald Trump terá 164.

 

Será expectável que todos os estados dançarinos acabem por votar em Trump, dando-lhe os mais de 100 votos de que necessita? Ou será mais provável que um ou dois desses estados, mesmo que pouco significativos em termos populacionais, acabem por dar a vitória a Hillary Clinton, assim como os sete votos de que necessita para ser eleita presidente dos EUA este domingo?

 

 

 


15
Out 16
publicado por Tempos Modernos, às 13:47link do post | comentar

Há várias semanas que sondagens do LA Times vêm a dar vitória a Donald Trump nas eleições presidenciais de Novembro. Têm sido, aliás, as únicas que de modo consistente atribuem a vitória ao candidato do Partido Republicano.

 

Ontem e hoje dão empate. O problema é que aquilo que Trump representa não se dissipará após a sua muito provável derrota.


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