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Pelas 18h10 de ontem, várias publicações davam como certa a contratação de Rafa, campeão europeu e jogador do SC Braga, pelo SL Benfica.
No dia anterior, várias publicações desportivas diziam que a contratação do futebolista pelo Sporting CP era uma possibilidade. Esta aquisição potencial culminaria o par de semanas de impasse que se seguiram ao primeiro anúncio da sua contratação pelo Benfica e ao contra-vapor feito, entretanto, devido a exigências do empresário do jogador.
Ontem, entre as 18h10 e as 18h30, pelo menos O Jogo, A Bola e a TVI 24 anunciaram a contratação de Rafa pelo Benfica. Às 23h30 quando por acaso voltei a zapar entre canais, Rafa voltara a estar em dúvida no plantel encarnado. Estas e outras passos-falsos deviam levar os jornalistas a ponderar melhor a credibilidade e real valia das suas fontes.
Nas vésperas do fecho do mercado de contratações futebolísticas, a que audiências interessará a notícia de que um clube rival planeia adquirir um jogador que já fora dado como certo num clube rival? Que consequências decorrem das manchetes de 180 graus, dadas no mesmo dia, pel'A Bola e pelo Record, cada uma delas garantindo o mesmo jogador em simultâneo em dois clubes diferentes?
Andar informado obriga a acompanhar as correntes noticiosas. Obriga a perceber aquilo que é publicado pelos jornais, mas também a olhar para o quando é que essa notícia foi dada.
Um jornalista desses que comentam nos jornais em moldes engraçadinhos admira-se com a descoberta de que uma casa exposta à luz do sol faz subir os impostos.
Estranho que o também artista televisivo nunca tenha percebido que uma casa exposta à luz do sol é vendida por preços mais altos - o que implica outro valor patrimonial do imóvel.
Deve ser por eu ter todas as faces do apartamento expostas ao sol e que por causa da altura a que moro pagar há muitos anos mais de condomínio que todos os outros apartamentos do prédio com a mesma área. Estou duplamente tramado, mas o jornalista multiempregado é que reclama.
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