14
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 09:53link do post | comentar

Noutros tempos, aguardar-se-ia com interesse a publicação de uma obra do cardeal patriarca de Lisboa.

 

Com Manuel Clemente ainda saem de lá defesas da PàF ou dos colégios privados - uma boa fonte de rendimento da Igreja. 

 

Ao contrário dos antecessores imediatos, Manuel Clemente mete-se demais nas coisas de César.


11
Mai 16
publicado por Tempos Modernos, às 16:29link do post | comentar

Depois do 25 de Abril, dois cardeais  intervieram durante anos na vida pública e política portuguesa. Sempre sem tomarem continuado e notório partido por uma das partes. Mesmo que o seu natural os inclinasse a umas opções e não a outras. Com Manuel Clemente, alguma coisa se alterou em termos de equidistância. 

 

Um certo clima florentino coincidente no tempo com as vésperas da sua subida à púrpura cardinalícia já não prenunciava um magistério particularmente exaltante. Nas vésperas da escolha, o conservador Carlos Azevedo - principal opositor do hoje cardeal -  foi atingido por informações e rumores mantidos a circular inclusive por gente inesperada.

 

Ao engrossar a voz de uma tendência da Igreja - que já nem é muito recente (aqui e aqui) - o cardeal-patriarca de Lisboa apoiou os colégios com contrato de associação: Os pais dos alunos do privado "também financiam as escolas estatais", disse.

 

A igreja do Papa Francisco não parece ser a mesma de Manuel Clemente, um cardeal de discurso demasiado cesarista, agora confundível com o dos proprietários dos colégios privados.


01
Dez 13
publicado por Tempos Modernos, às 22:29link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Fonte: Alexandre Nevski)

 

Há uns anos, ouvi um qualquer político sacar do PIB, dividi-lo pelo número de dias úteis do ano e chegar publicamente à conclusão de que era esse o valor que o país perdia em cada feriado.

 

Foi com esta espécie de aritmética atamancada que os que lá estão agora no Governo sacaram dois feriados ao povo português - os outros dois foi a igreja de Policarpos e Clementes que lhes ofereceu o pescoço, desprezando pelo caminho a homenagem aos mortos dos seus e dos outros.

 

Conta-se hoje o segundo feriado laico retirado. E bom seria que todas as oposições se comprometessem a repor.

 

É apenas uma coincidência que tivesse andado um secretário de Estado pela Grécia para de lá sair apodado como "o alemão", na semana anterior à não celebração do 1º de Dezembro.

 

Afinal, todos os dias, há cerca de dois anos e meio, que o Executivo de Pedro Passos Coelho e de Paulo "Protectorado" Portas se comporta como agente de interesses estrangeiros ou, quando se dá o caso de defender interesses nacionais, apenas daqueles cujo capital não tem pátria e que muitas vezes está a render nas holandas e em outros paraísos fiscais.


03
Nov 12
publicado por Tempos Modernos, às 11:07link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: jn.pt)

 

"[O]s próprios governantes, seja cá ou seja no estrangeiro, também já não v[ê]em um palmo à frente do nariz"


mais sobre mim
Fevereiro 2018
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
24

25
26
27
28


pesquisar neste blog
 
blogs SAPO