05
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 12:44link do post | comentar

Uma vez, em formação, para aí em 2004 ou 2005, falei de políticas de língua com um ex-secretário de Estado das Comunidades. Fiquei chocado com as limitações do seu pensamento. Dentro daquela cabeça, nem uma ideia acerca do assunto. A única coisa que lhe ocorria era fazer um portal dedicado ao português.

 

Lembrei-me por causa disto.


21
Nov 14
publicado por Tempos Modernos, às 09:26link do post | comentar

Ao contrário do prometido, não consegui tempo para responder a este postado.

 

Prometo fazê-lo durante o fim-de-semana, até por respeito ao visado.

 


17
Nov 14
publicado por Tempos Modernos, às 20:18link do post | comentar | ver comentários (1)

... mas cheira-me que este anda a ver se vai  a ministro.

 

Lá para quarta-feira, desenvolvo.


28
Out 12
publicado por Tempos Modernos, às 13:02link do post | comentar | ver comentários (1)

O excesso de voluntarismo histriónico de Paulo Portas bem podia conter-se dentro de portas.

 

À solta no Pequeno Jogo diplomático mantém tiques inaproveitáveis. E de consequências trágicas.

 

Mobilizar uma navio de guerra para acorrer ao golpe de Estado de Abril, na Guiné-Bissau, provocou na ocasião a debandada de populações com receio de uma invasão pela antiga potência colonial e tropa da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP).

 

Desde então, instalou-se a má-vontade para com os portugueses. Num país onde o rumor e o boato têm papel importante, tem um significado óbvio exibir fotografias do alegado comandante do ataque a um quartel em Bissau na semana passada envolto na bandeira portuguesa. A resistência a um inventado inimigo externo ajuda a cerrar fileiras. E a justificar barbaridades e golpes anti-democráticos em que a política guineense tem sido fértil.

 

Em simultâneo, fica em risco a comunidade portuguesa que o ministro dos Negócios Estrangeiros disse querer defender com a mobilização da fragata. Foi Portas que os pôs a jeito e lhes ofereceu o pescoço.

 

Nas últimas semanas, o ministro dos Negócios Estrangeiros tem tentado fazer-se a um futuro na política nacional. Se não for numa coligação com o PSD, poderá ser numa coligação com o PS. Mas a este nível, a irreponsabilidade e o aventureirismo deviam pagar-se caros.


05
Jul 12
publicado por Tempos Modernos, às 15:02link do post | comentar | ver comentários (1)

A notícia não é que uma subsecretária de Estado de Paulo Portas tenha escolhido um funcionário do CDS-PP para adjunto no seu gabinete -  o que é até natural - e que o tenha explicitado no despacho de nomeação - o que é até transparente.

 

A notícia é que esse funcionário seja um dos envolvidos no processo Portucale, caso que transitou para a Relação após sentença favorável aos arguidos na primeira instância.


13
Jun 12
publicado por Tempos Modernos, às 10:02link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Ninguém ligou muito à coisa mas Portugal levou recentemente dois bofetões diplomáticos de peso.

 

Um por conta de Paulo Portas, quando após mobilizar meios militares de peso, assustar e deslocar populações, viu o país ser afastado das negociações pós-golpe na Guiné Bissau e a CPLP substituída pela CEDEAO nas negociações para procurar uma solução.

 

Em ano trágico, o apagado e ausente Paulo Portas não deixará nas Necessidades a boa imagem que, apesar dos submarinos, deixou na Defesa.

 

O outro bofetão, correu por conta de Cavaco que foi comemorar a Dili os dez anos da independência de Timor-Leste.

 

Além da falta de gosto e de tacto protocolar e diplomático de ir para as comemorações dos outros lamentar-lhes a pobreza, ainda ouviu da boca do presidente Taur Matan Ruak que o português deveria passar a ser ensinado como língua estrangeira.

 

O facto é tanto mais insólito quanto Cavaco andou por lá chamando a atenção para a importância do ensino do português.


19
Abr 12
publicado por Tempos Modernos, às 10:00link do post | comentar | ver comentários (1)

 

A ligeireza populista com que nas feiras Paulo Portas se faz apanhar pelas câmaras de televisão pode terimpacto internacional.

 

Desaparecido ao longo de meses nas bolamas dos Negócios Estrangeiros, o ministro reapareceu para se mostrar a fazer figura.

 

Evidenciou a imagem de estadista de pulso que gosta de fazer passar. Sempre faz esquecer o seu papel essencial como produtor de frases de efeito.

 

A vaidade de Portas é preocupante quando os assuntos são delicados. A realidade comprova a análise, Demasiadas vezes e com demasiada força.

 

Na Guiné Bissau, o anúncio tonitruante da activação de uma Força de Intervenção Rápida Portuguesa não terá ajudado à eficácia de uma evacuação de portugueses.

 

Mas conseguiu lançar uma vaga de pânico entre os guineenses. Assustados com um desembarque português, parte da população deslocou-se da capital.

Portas deve ter relembrado os tempos d'O Independente.

 

Mais uma vez um sound bite seu conseguiu causar estragos. Só que a existência de deslocados é um dos mais preocupantes e mortíferos fenómenos das guerras e conflitos africanos.

 

Entretanto, no terreno, e como de costume, a situação parece ter-se resolvido por si. Tal como das outras vezes em que não se ouviu falar dos militares portugueses.

 

Em Bissau, nunca se sabe muito nem quem manda, nem quem age, nem com que motivações. Quanto mais nas Necessidades.


11
Mar 12
publicado por Tempos Modernos, às 11:53link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Durante o Siglo de Oro, a Monarquia Hispânica costumava nomear os seus inimigos para postos diplomáticos. Era um presente envenenado. A obrigação de zelar pelo prestigio da Coroa Católica obrigava a fazer despesas brutais asseguradas pelo embaixador.

 

Séculos depois, as prateleiras douradas no exterior continuam a ser usadas para deslocar as personalidades mais incómodas. Só as despesas é que já não correm por conta do enviado.

 

No passado recente, Ferro Rodrigues, João Cravinho ou Manuel Maria Carrilho foram alguns dos que aceitaram representar Portugal no exterior. Em qualquer dos casos, goste-se ou não das figuras, tenha sido ou não suficientemente consistente a sua acção, os três antigos ministros são figuras com densidade e algum prestígio, mesmo fora dos seus círculos partidários.

 

Prometer um lugar na OCDE a Álvaro Santos Pereira, neófito, sem quaisquer provas dadas ou serviço óbvio prestado ao país, é no mínimo bizarro. Ainda por cima demonstra pouco tacto político. Se a crise, como tudo indica, vier a apertar mesmo a sério, Pedro Passos Coelho precisará do lugar em Paris para afastar verdadeiros adversários.


08
Nov 11
publicado por Tempos Modernos, às 09:31link do post | comentar | ver comentários (1)

Talvez este tipo de declarações faça o PCP repensar os cuidados e contorcionismos diplomáticos com que tem encarado a opressiva China. Seria uma muito boa notícia.

 

Até por que andam mais vezes nos jornais por motivos da sua estúpida política de negócios estrangeiros (onde curiosamente não têm sequer responsabilidade executiva, visitando, recebendo e apoiando ditadores em nome de Portugal como outros fazem) do que pelas propostas para as outras áreas.

 

Em compensação, PSD e CDS-PP concordarão com Jin. Mas, ao contrário do que se passa com os comunistas portugueses, isso não convoca nenhuma contradição teórica. No ataque aos malandros e preguiçosos PIIG, estão ambos estuturalmente alinhados com o ditatorial sistema financeiro mundial, Angela Merkl, Sarkózy e os governos suecos, finlandeses e dos Países Baixos.


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