20
Out 13
publicado por Tempos Modernos, às 22:31link do post | comentar | ver comentários (1)

Lá do Panamá, Cavaco diz "querer saber o preço que o país pagará se algumas normas do Orçamento do Estado não passarem no Tribunal Constitucional."

 

No últimos dois anos, Cavaco foi incompetente deixando passar orçamentos que chumbaram no Tribunal Constitucional e que se tornaram assim legislação fora-da-lei.

 

Cumprir e fazer cumprir a Constituição está mesmo naquela lista de coisinhas que qualquer Presidente jura ao tomar posse do cargo. De qualquer modo ninguém se espanta: a palavra de Cavaco (vê-se nas troca-tintices do caso SLN ou da inventona das escutas de Belém) já só tem valor para fiéis e distraídos.

 

Mudança urgente na Lei Fundamental era a que especificasse de que modo pode o Presidente da República perder o mandato por coontinuado incumprimento do seu juramento mais básico.


10
Abr 13
publicado por Tempos Modernos, às 16:24link do post | comentar

 

(Foto:ionline.pt)

 

Os cortes que o Governo de Passos Coelho, Vítor Gaspar e Paulo Portas impõem na Educação, Saúde e Segurança Social têm sempre contrapontos generosos para quem ganha 10 mil euros por mês.


09
Jan 13
publicado por Tempos Modernos, às 10:07link do post | comentar

 

(Foto: Publico.pt)

 

Paulo Portas tem conseguido passar a ideia de que o seu CDS-PP anda contrariadíssimo com os rumos que o país leva. Tem conseguido pôr-se com o corpo de fora da coligação governamental, enquanto os seus ministros aprovam leis contra o trabalho.

 

Já várias vezes aqui se escreveu que a postura dos populares e do seu dirigente estão voltadas para a preocupação de passar incólumes pela borrasca crítica que empapa o Executivo.

 

São conhecidas as traições de Paulo Portas a Manuel Monteiro, mas, entrevistado ontem por Cristina Esteves na RTP Informação, o ex-dirigente do PP, que foi íntimo do actual ministro dos Negócios Estrangeiros, manifestou a mesma desconfiança em relação ao que Paulo Portas vai dizendo.

 

Monteiro não acredita que se consiga pôr Paulo Portas a fazer algo contrariado e considera que a ideia de que o faz trará bons resultados ao partido.

 

Claro que Paulo Portas é contra a Constituição em vigor, mas não é inocente vir agora afirmar a necessidade de a mudar . Em França a Constituição impediu Hollande de aprovar um imposto de 75 por cento sobre as grandes fortunas. Em Portugal impõe a obrigatoriedade de haver igualdade entre os cidadãos nos esforços financeiros pedidos por um Orçamento de Estado que fez vista grossa a questões anteriormente levantadas pelos juízes do Jacóme Ratton.

 

O que está em causa na decisão do Constitucional é a forma como se impõe a austeridade e a quem se impõe a austeridade. A tal que o CDS-PP tanto tem aparentemente criticado. 

 

Até prova em contrário, aquilo que se tem dito nos jornais sobre a posição de Paulo Portas, dos seus ministros e da esmagadora maioria do CDS-PP em relação à acção do Governo não passa de uma construção ficcional.

 

Basta separar as palavras e acções que contam da espuma das declarações contristadas. 


27
Nov 12
publicado por Tempos Modernos, às 13:54link do post | comentar | ver comentários (1)

No Diário de Notícias dá-se guarida à ideia de que o CDS conseguiu fazer a diferença em relação ao Orçamento de Estado para 2013 diminuindo de 4% para 3,5% da sobretaxa no IRS. Ao fim e ao cabo como se esta não tivesse sido agora criada e já fosse aplicada em orçamentos anteriores.

 

O que o CDS consegue é uma subida de 3,5% nos impostos a pagar pelos portugueses através da criação de uma sobretaxa nova que não existia. Mas isso não ficava tão bem na fotografia do partidos dos contribuintes.

 


01
Nov 12
publicado por Tempos Modernos, às 09:10link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto:http://ancienthistory.about.com)

 

Paula Castanho tem tempo suficiente de jornalista para saber as implicações do uso dos artigos definidos na construção de uma frase rigorosa e objectiva.

 

Ao acompanhar em São Bento os protestos contra o Orçamento de Estado 2013 diz em determinada altura que "agora" ouvem-se aplausos. No entanto confessa-se incapaz de perceber os motivos para estes. A jornalista afirma não ter ouvido declarações novas: apenas as habituais frases contra "os" deputados. O que poderia com legitimidade e rigor afirmar seria, quando muito, "apenas as habituais frases contra deputados", sem o artigo "os" que transforma alguns deputados em todos os deputados. A percepção é feita no domínio do quase subliminar. O que ainda torna as coisas mais graves.

 

Ora, se estiveram atentos ao dia político, os jornalistas têm obrigação de saber que a manifestação era contra o Orçamento de Estado. E logo contra os partidos que o aprovaram. Leia-se, PSD e CDS-PP com a excepção do deputado madeirense Rui Barreto.

 

Em nome da simplificação do discurso, ou da simplicidade de análise, não vale misturar todos os deputados no mesmo magote. Bernardino Soares e António Flipe do PCP foram alguns dos que os directos televisivos apanharam junto aos manifestantes. Estariam lá outros, de outros partidos. Não parece que tenham sido importunados. E se a saída de deputados em viaturas complica a identificação do parlamentar e leva ao apupo preventivo, não será por isso que os manifestantes de ontem não sabem distinguir o seu trigo do seu joio. A manifestação contra o orçamento de Estado para 2013 não foi nem contra a CDU, nem contra o BE e, no caso específico e concreto, nem dirigida ao PS, que ontem pode ter feito um certo corte com o passado mais recente.

 

O artigo definido usado por Paula Castanho é populista e demagógico. Aquilo que comunica, aquilo que põe em comum - de acordo com o étimo latino - não é objectivo, não é rigoroso, não é verdadeiro. Contribui para a estupidificação do discurso. Para a ideia de que eles, os políticos, são todos iguais. Mas não foi isso que aquela gente que esteve ontem em frente à Assembleia da República disse. Os manifestantes têm os seus alvos muito bem definidos. Dos estivadores, ao Movimento Sem Emprego, à CGTP, aos outros que lá estiveram. Passar o contrário nos canais televisivos cria nos espectadores que não estão no local uma realidade alternativa. A ilusão de que não há alternativas.

 

Já tive esta discussão com um ex-editor meu. A do uso dos artigos definidos. Recusava o meu ponto de vista. Cinco anos de estudos em Ciências da Comunicação, quase vinte anos de jornalismo, por acaso com os primeiros passos em redacção dados no mesmo sítio que a jornalista da SIC, e ninguém lhe ensinou os poderes performativos da semântica. Uma coisa que nem os antigos sumérios, há mais de quatro mil anos, ignoravam.


31
Out 12
publicado por Tempos Modernos, às 12:17link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: expresso.sapo.pt)

 

... mas uma vez que o Orçamento de Estado 2013 precisa de ser totalmente melhorado é normal que os deputados do PSD se mostrem "totalmente disponíveis" para o fazer.

 

O que é fácil de fazer. Piorá-lo é que seria difícil.


19
Out 12
publicado por Tempos Modernos, às 18:08link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 

Paulo Portas esteve trancado mais de três horas com o grupo parlamentar do CDS-PP.

 

À saída, em declarações à comunicação social, quase nada disse de novo. Quase nada que não se soubesse já. Apesar das perguntas dos jornalistas, qualquer cidadão minimamente atento à cena política portuguesa saberia que o líder do CDS-PP anunciaria a aprovação do Orçamento de Estado. 

 

Pelo menos se tivesse preferido ler os blogues de alguns jornalistas, como este aqui, em vez de ler directores e comentadores avençados pela comunicação social. Quanto a eles, a maioria é uma malta cujo raciocínio é um nó cego de lugares comuns. Caem - ou deixam-se cair - como patinhos na narrativa sobre a crise governamental, uma construção portista para não alienar eleitores.

 

Os deputados até podiam ter estado fechados, mais de três horas, a jogar à batota com o ministro dos Negócios Estrangeiros. O anúncio de Paulo Portas seria o mesmo.

 

Não se recusa que um ou outro parlamentar tenha escassa afinidade com o orçamento de Estado do Goveno PSD/CDS-PP para 2013. Nunca a suficiente para pôr a aprovação em risco. O jogo faz parte de uma táctica para convencer os eleitores de que da existência de tendências internas diversificadas podem surgir políticas substancialmente diferentes. Só quem anda a dormir acredita que os partidos são como os melões. Há coisas e assuntos para os quais nem vale a pena ter fontes no largo do Caldas. Basta a memória.

 

Interessante, pela carga de ameaça que transporta para Portugal, é o anúncio para breve de uma tomada de posição europeia em relação à Grécia. O resto, a parte do psicodrama do partido do contribuinte, faz parte da encenação.


17
Out 12
publicado por Tempos Modernos, às 13:07link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: http://propagandum.wordpress.com)

 

Com a TSU, Portas conseguiu passar junto de muito boa gente a impressão de que a medida não tinha de ser executada (e logo que não tinha de ter sido primeiro aprovada) por um ministro do CDS-PP.

 

Em relação ao inaplicável Orçamento de Estado para 2013, o ministro dos Negócios Estrangeiros tentará mais uma vez dar a impressão de que não teve nada a ver com o assunto.

 

Ribeiro e Castro, antigo adversário de Portas, é um dos que não está muito interessado em deixar correr o calculismo do governante.


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