15
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 22:12link do post | comentar

Muito se possui por essa televisão afora. É que ninguém tem.

E também ninguém põe, toda a gente coloca.


05
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 19:58link do post | comentar

O jornal Sol noticia a saída do ministro das Finanças em Janeiro. E outras publicações vão atrás. António Costa reagiu dizendo ser “um disparate completo que o ministro esteja para sair”. Mas o facto está criado e o Público conclui que “Costa segura Centeno”, como se tivessem garantias cruzadas de que a hipótese de demissão de Centeno é um facto insofismável – é o que sugere o verbo escolhido pelo diário. Num Governo só se segura aquele que está para cair.

 

Infelizmente, este tipo de notícia, as que dão conta da dissolução iminente do Executivo do PS, têm sido uma tendência nas publicações do grupo editorial deste que o Governo tomou posse. Têm tido demasiadas manchetes e títulos a confundir desejos próprios com a realidade.

 

Desta vez, pelo que está disponível online, pouco se conclui quanto à consistência da informação veiculada. As fontes estão por identificar. E as declarações citadas que o jornal considera não poderem ser mais explícitas nada têm que ver com a saída de Centeno – que é o título da notícia e manchete do semanário. Falam sim da entrega das declarações de rendimentos e património da administração da Caixa Geral de Depósitos.

 

Às tantas, parte volumosa da informação política portuguesa assenta em factos criados e alimentados pelos jornais como se correspondessem à realidade. Um deixa cair e o outro apanha. Ainda se trata de jornalismo? Fica informado quem só leia as gordas e não esteja preparado para a hermenêutica do que é publicado pelos jornais?

 


02
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 15:37link do post | comentar

Claro que aqui também se asneia no português. Claro que não sei tudo e depois de várias reescritas já não se vê nada. Daí que as coisas fiquem muitas vezes gralhadas, erradas, empasteladas. Na semântica e na sintaxe. Daí a necessidade da edição, da revisão, de outros olhos.

 

Um "encasinar" como o do Público é grave, e não apenas por ser o jornal que julga ser. É grave também, como lembra Vital Moreira, pela campanha que um dos directores recorrentes da casa tem feito contra o Acordo Ortográfico de 1990.

 

Eu também não gosto e não uso. Mas antes cuidassem primeiro da casa onde vivem e escrevessem encanzinar como se deve escrever. Antes fizessem uma limpeza dos Corões no lugar de Alcorão e de disparates como o cupping. Infelizmente, são posturas que pedem uma cultura e exigência que os jornais não têm para dar. No caso do cupping, não satisfeitos com a ignorância, passados uns dias, ainda se foram enterrar mais, insistindo no nome inglês de uma prática secular e tradicional.

 

Há semanas, outro episódio na linha da ignorância da língua. Por causa das agressões dos filhos do embaixador iraquiano, o jornal i, enviou uma repórter a Ponte de Sôr. "Foram coisas de «caspada»", escreveu a jornalista. Repetia o testemunho de um morador da terra. Mas repetia o que percebera, totalmente desconhecedora da palavra cachopo e das suas variantes.

 

* Na ligação de dicionário sugerida por Vital Moreira especifica-se que encanzinar só se usa pronominalmente - o que não sigo. Não tenho casos para abonação, mas não será assim.


16
Jul 15
publicado por Tempos Modernos, às 11:19link do post | comentar

propaganda.JPG(fonte: publico.pt)

 

Há os títulos informativos, os títulos incitativos, mas também há os títulos opinativos e dos estados de alma de quem os faz. Sem aspas, responsabiliza o jornal e o autor da peça.


13
Jan 13
publicado por Tempos Modernos, às 10:38link do post | comentar

O Público apresenta hoje um trabalho sobre a desindustrialização do país e apresenta 15 visões 15 sobre as prioridades de um projecto do género.

 

E quem é que foi ouvir? Gente que tenha alertado contra os riscos do fim da indústria portuguesa, críticos dos caminhos que conduziram o país à indigência económica e financeira, gente de áreas políticas e ideológicas variadas?

 

Claro que não. Ouviram gente como Mira Amaral, Daniel Bessa, Augusto Mateus ou João Salgueiro, alguns dos coveiros da coisa. 

 

Isto tem um nome. Não lhe chamem é jornalismo. 

 

 

 


06
Jan 13
publicado por Tempos Modernos, às 11:46link do post | comentar

As edições de aniversário dos órgãos de comunicação social embarcam demasiadas vezes num tom épico que soa a ridículo e desfasado da realidade. As biografias sérias são sempre um desfiar de falhanços.

 

Boa parte do Expresso dos 40 anos escorrega nesse estilo vitorioso, um género ou topos literário consagrado recentemente também nos perfis online dos editores do Público, outra publicação de referência.

 

Paulo Portas que fez notícias contra as meias brancas de Cavaco Silva e cujo jornal competiu durante alguns anos com o de Balsemão foi convidado a escrever sobre o antigo rival. "[N]alguma fase da vida, já todos fomos, somos ou seremos leitores do Expresso", diz.

 

Percebe-se a quem se refere, mas não será tanto assim. Muitos dos que se julgam alguém gostam de passear-se pelas esplanadas à beira Tejo com o saco do jornal na mão. A compra do Expresso parece dar status. Só que existe um Portugal fora dessa realidade, longe desses que gostam de se considerar uma elite. Que o mais influente e importante jornal do país lhe passe ao lado explica bastante do ponto a que chegámos.


22
Nov 12
publicado por Tempos Modernos, às 11:34link do post | comentar | ver comentários (1)

A migração do Público para o novo sistema online, tramou um pouco por todo o mundo todas as páginas de blogue que remetiam para notícias do jornal.

 

Espera-se que corrijam. O potencial de replicação das leituras de jornais assenta muito nesse mecanismo. Sabotar o trabalho, nalguns casos de muitos anos, dos bloggers é uma muito má opção. 

 

A falta de experiência e memória pagam-se caras. E ninguém terá pensado em certos pormenores das migrações.

 

O apagão recente dos históricos governamentais na página do Governo (link do Público não disponível) deveria ter feito reflectir gente que lida com informação.


publicado por Tempos Modernos, às 10:55link do post | comentar | ver comentários (1)

O Público chegou hoje às bancas vestido com uma falsa 1ª página (e segunda e penúltima e última páginas) de promoção da sua versão online

 

E deseja-se, sinceramente, que o projecto vingue, mesmo se construído sobre o cadáver de jornalistas e outros trabalhadores desempregados. 

 

São já mais que demais os jornalistas que existem para os jornais que há em Portugal. E, no entanto, são mais que de menos para aquilo de que o jornalismo português precisava. Fazer melhor informação com menos gente é impossível. Acreditar na salvação pelo online é colocar-se na mão de geeks, nerds e outros freaks dos gadgets.

 

Infelizmente, o Público vai mudando com velhos vícios de raciocínio. Só de terça até hoje, o jornal impresso trouxe todos os dias notícias que se podiam ler na véspera na edição electrónica. Esperam os gestores do jornalismo que haja muitos leitores dispostos a dar continuamente 1 euro por uma coisa com artigos que já leram no dia anterior?

 

Outra pecha antiga do jornal é a revisão. Em tempos, acharam que não necessitavam de revisores, que os jornalistas tratariam de escrever correctamente. Resultado: o Público sempe se ressentiu da ortografia. O que é má política. Classicamente, devia haver mais leitores a manifestar mais rapidamente a sua raiva contra as gralhas do que contra a intromissão da opinião no noticiário ou contra as opções editoriais. 

 

Não há quem nunca tenha falhado a colocação de uma vírgula, atropelado uma grafia, embirrado com uma expressão. Mas fazê-lo logo na primeiro caderno promocional com que se lança um projecto novo é muito mau cartão de visitas. No espaço dedicado a explicar o novo modelo dos comentários, dos leitores, escolheram um texto que começa por um redundante " dias atrás". Naquela onde elencam os colunistas, por baixo da foto de Pedro Lomba, lê-se que "o recentimento (sic) não é só económico.

 

 

 


28
Out 12
publicado por Tempos Modernos, às 19:39link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: dinheirovivo.pt)

 

Calhou comprar hoje peixe num dos supermercados do dono do Público.

 

No painel electrónico onde se acendem os números das senhas de atendimento, passavam também os títulos da edição online do jornal da Rua Viriato.

 

 

 


19
Out 12
publicado por Tempos Modernos, às 14:08link do post | comentar | ver comentários (1)


"1. Os jornalistas e outros trabalhadores ao serviço do jornal “Público”, do poderoso Grupo Sonae, cumprem [hoje], dia 19, uma greve de 24 horas como forma de luta e de protesto contra a intenção da Administração de despedir 48 trabalhadores, dos quais 28 são jornalistas e também em defesa do jornal e do seu futuro.

2. Com efeito, os jornalistas e os outros trabalhadores têm clara consciência de que, além do pesado ónus pessoal, familiar e social que este despedimento representará se for consumado, a intenção da Administração de reduzir drasticamente a força de trabalho do “Público” virá a ter consequências muito sérias no desempenho do jornal, seja na edição impressa, seja nas suas versões digitais.


3. Ao enfraquecer a capacidade do “Público”, a Sonaecom, cujos lucros aumentaram quase 52% em 2011 e quase 20% no primeiro semestre deste ano, estará a condenar o futuro de um importante activo no panorama da imprensa nacional e a contribuir para a redução da oferta informativa no país.


4. Bem podem a Sonaecom e o grupo Sonae argumentar com os prejuízos que o jornal está a dar, que não iludem factos indesmentíveis: o “negócio” do jornal é pequeno no vasto universo do seu “portfólio” de actividades, mas reveste uma grande importância no panorama da imprensa portuguesa, que é necessário proteger e valorizar; e os prejuízos são uma pequena gota no oceano dos seus lucros.


5. É por isso que esta greve é uma luta justa e necessária: é preciso dar voz a um protesto e também a um apelo para que a Sonae mantenha, reforce e relance o “Público” e preserve os seus postos de trabalho!


6. Sendo uma luta justa e necessária, esta greve também convoca a solidariedade dos jornalistas, dos trabalhadores do sector dos cidadãos, pelo que a Direcção do Sindicato dos Jornalistas, activamente solidária com os trabalhadores ao serviço do “Público”, apela à expressão do mais amplo apoio, designadamente através da presença junto dos piquetes de greve em Lisboa e no Porto.
"


mais sobre mim
Fevereiro 2018
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
24

25
26
27
28


pesquisar neste blog
 
blogs SAPO