21
Out 16
publicado por Tempos Modernos, às 21:26link do post | comentar

Ouvido acerca da fuga de Pedro Dias, o polícia vinca a repulsa pelo termo avistamentos. E corrige para contactos visuais.

 

Entrou-lhes na alma aquele linguajar bizarro vagamente semelhante ao português que usam quando são ouvidos pela comunicação social.


15
Nov 12
publicado por Tempos Modernos, às 18:01link do post | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

(Foto: dinheirovivo.pt)

 

A Amnistia Internacional não tem cores políticas. É discreta, institucional e venceu o Nobel da Paz em 1977. Merecidamente. 

 

Tanto condena as violações de direitos humanos cometidas por governos de esquerda como as cometidas por governos de direita. Tanto condena forças estatais como grupos paramilitares ou movimentos de guerrilha. Declaração de interesses: fui membro e activista da Secção Portuguesa.

 

Se a Amnistia considera que a polícia recorreu ao uso excessivo e desproporcional da força contra os manifestantes que ontem pacificamente protestavam em Lisboa, o Ministério da Administração Interna e as forças de segurança devem tomar boa nota do comunicado. 

 

Estar sob a mira da Amnistia Internacional por causa da forma como se reprimem desacatos numa manifestação não é motivo de orgulho para nenhum governo. Muito menos quando responsáveis políticos parecem sempre demasiado lestos a desculpar qualquer comportamento policial.

 

E as acusações feitas pela Ordem dos Advogados também não deixam ninguém descansado: pessoas detidas indevidamente, mais do que o tempo legalmente permitido, autos em branco, recusa do acesso a advogados. Desde pelo menos 24 de Novembro de 2011 que a polícia ultrapassa claramente os limites permitidos num Estado democrático.

 

Que o DIAP mande arquivar queixas contra agentes da PSP filmados a agredir um suspeito, já controlado e manietado no chão, ou que alguns jornalistas não considerem essencial ouvir explicações governamentais torna tudo muito mais preocupante.

 

 


15
Set 12
publicado por Tempos Modernos, às 14:17link do post | comentar

Pelo menos um dos sindicatos da PSP (o Sindicato Nacional da Polícia), alertou a corporação para a necessidade de não se deixar "instrumentalizar" e "virar o «cidadão manifestante» contra o «cidadão polícia»".

 

Do que me recordo, é a primeira vez no passado recente que forças da autoridade chamam a atenção para a intensidade do uso da força policial.

 

O apelo é feito a poucas horas das manifestações contra a austeridade que hoje se realizam em vários pontos do país e na sequência de acidentes entre manifestantes e autoridades a 24 de Novembro de 2011 e 23 de Março do corrente, entretanto justificados pela PSP e pela Procuradoria Geral da República.

 

O referido sindicato não deixa de apelar ao zelo "pela segurança dos cidadãos" e à " manutenção da paz e tranquilidade pública".

 

Em directo das ruas de Lisboa, na SIC Notícias, uma jornalista resume a posição de um sindicato, não apanhei se será o mesmo, apenas com base nesta última linha. O apelo ao civismo dos manifestantes. Ao passar para a peça noticiosa, um dirigente do sindicato vinca os dois aspectos, o referido pela jornalista e o da contenção policial.

 

Os ângulos jornalísticos e os critérios editoriais evidenciam sempre uma escolha. Eu não teria feito o mesmo resumo da minha camarada da SIC-Notícias. Os apelos à calma dos manifestantes não têm faltado, já a chamada à calma dos polícias tem outro grau de novidade.


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