06
Jan 17
publicado por Tempos Modernos, às 20:12link do post | comentar

O subsídio que os contribuintes, através da descida da Taxa Social Única, vão dar às empresas para aumentarem o salário mínimo é um erro. Não apenas do ponto de vista filosófico mas também dao ponto de vista da solução de governo encontrada pelas esquerdas parlamentares em 2015.

 

Agora, Vera Jardim, figura do PS com uma certa gravitas, ex-ministro de António Guterres, sugeriu que o PS force a nota da Europa para marcar diferenças com o BE e o PCP.

 

Alguns dentro do PS evidenciam uma vertigem suicida.

 

 


05
Dez 15
publicado por Tempos Modernos, às 16:00link do post | comentar

Na vila de província, vende frangos assados, refeições para fora e tem doze empregados. Queixa-se do governo à esquerda e da prometida subida do salário mínimo para 600 euros, até ao final da legislatura.

 

Terá de despedir dois empregados, garante. Ou seja, em quatro anos, com uma casa que precisa de doze empregados, não sabe como ir tirando aos lucros cerca* de 1200 euros por mês. Não fez contas.

 

Garantidos estão apenas os despedimentos dos dois empregados caso o salário mínimo suba. Quer vingar-se dos partidos da esquerda.

 

Também há a mexida no IVA. Mas nem lhe passa pela cabeça baixar os preços ao consumidor quando este imposto descer dos 23 para os 13 por cento. Não fez contas e também não sabe com quanto ficará a mais no fim de cada mês.

 

Nem sequer pensou (por muito que os lucros do estabelecimento sejam à pele, e não são) que a verba que meterá ao bolso através do IVA que não recebe irá equilibrar e compensar a subida do salário mínimo.

 

Há coisas que fazem parte dos direitos naturais das gentes.

 

 

*Sim, os 1200 euros não são o valor exacto, trata-se de uma estimativa grosseira. Passa-se dos 500 para os 600 euros, e multiplicam-se os 100 euros a mais pelo número de empregados.

 

 


06
Jan 13
publicado por Tempos Modernos, às 20:38link do post | comentar

Em 2011, depois de ter conseguido o apoio do PSD e do CDS-PP para lhe aprovar os PEC I, II e III, o PS foi enconstado às cordas pelos dois partidos que recusaram viabilizar também o IV Pacote de Estabilidade e Crescimento. Sócrates demitiu-se na sequência.

 

O facto ainda agora foi relembrado por Heloísa Apolónia, dos Verdes, na sequência da abstenção do PS na votação de uma proposta do PCP e do BE  para subir o salário mínimo. Só que, sobre esse facto, os socialistas montaram desde então uma manobra de justificação para consumo dos seus próprios eleitores: a de que os responsáveis pelo chumbo do PEC IV foram PCP, BE e PEV - que já tinham votado contra os anteriores pacotes - e não os partidos de direita que mudaram entretanto as três posições anteriores.

 

A deputado dos verdes respondia ao deputado do PS Nuno Sá que acusava os partidos à esquerda por se terem aliado à direita derrubando o governo de sócrates, aquele "que em Portugal mais subiu o salário mínimo". Não se percebe então muito bem o motivo pelo qual o PS se absteve agora na votação proposta do PCP e do BE sobre esse assunto.

 

Torna-se confuso que o partido seja com Sócrates o campeão das subidas do salário mínimo, como reclama Nuno Sá, para ser na oposição incapaz de votar contra a maioria governamental que rejeitou o aumento.

 

 

 


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