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Sarkozy reúne-se esta segunda-feira com Angela Merkel para decidirem juntos o futuro de todos nós.
Passos Coelho já vincou a sua convergência de posições com a chanceler alemã.
Conjunturalmente, com escassas excepções, a Europa é governada por partidos neo-liberais.
Parece demasiado tentador, aproveitar a cimeira dos dias 8 e 9 de Dezembro para esticar a corda da austridade e do fim dos direitos laborais.
Mas não se devem esquecer de que, ao longo destes anos todos, na Europa, as maiorias conservadoras têm sempre alternado com as sociais-democratas/trabalhistas.
O facto demonstra a existência, em cada país, de uma certa polarização ideológica (sobretudo teórica) entre as forças em confronto com aptidão governamental.
Tentar uma golpada neo-liberal pode ser clarificador, mas vai deixar pelo menos metade da população europeia contra a urgente reforma da união.
O bando franco-alemão decidiu agora que a Europa deve ter uma nova constituição refundadora que estabeleça um governo económico comum. Assim uma coisa em forma de imposição, que os habituais publicistas de serviço vão mais uma vez defendendo como inevitável.
O eixo Sarkozy-Angela Merkl considera-se detentor de uma autoridade imperialista sobre os destinos europeus. Pouco importa que nem sequer encontre legitimidade no campo dos resultados.
Nada disso impede o pequeno Nicolau de insistir na bizarria de um banco central independente do poder político, leia-se dependente dos poderes financeiros. Parece que na segunda-feira já haverá novidades cá para os cafres.
Infelizmente, com a actual composição da esmagadora maioria dos executivos europeus não parece que venham a ser os governantes a tirar o tapete à auto-nomeada dupla de regentes.
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