21
Fev 17
publicado por Tempos Modernos, às 11:24link do post | comentar

Bill Gates é mais progressista que Vieira da Silva, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

 

Pelo menos Bill Gates percebe o óbvio, que Vieira da Silva não percebeu.

 

Os robôs criam riqueza, tornando a mão de obra humana obsoleta destroem postos de trabalho e esvaziam as contribuições para a segurança social. Então tem de se arranjar maneira de redestribuir essa riqueza.

 

 


15
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 12:18link do post | comentar

No pico da luta dos taxistas com a Uber, João Matos Fernandes, o ministro do Ambiente, disse que a Uber não é uma operadora de transportes.

 

É caso para lhe perguntar então o que é que a Uber está sendo se não uma operadora de transportes?

 

Pouco depois, Vieira da Silva, ministro da Solidariedade, recusou pôr robôs a pagar segurança social pelos trabalhos que destroem, uma ideia que ouviu da boca do Reitor da Universidade de Coimbra:

 

"Num ambiente em que a geração atual deve pagar as pensões daqueles que estão aposentados, então nos casos em que objetivamente a máquina substitui as pessoas, essa máquina deve contribuir para as pensões dos que estão aposentados"

 

Abrem-lhe caminhos para continuar a manter um sistema público e universal de segurança social e o ministro recusa sequer considerar a hipótese, que a robotização do emprego, disse, faz parte do processo de modernização competitiva das empresas. Vieira da silva chega ao ponto de se preocupar com eventuais gastos da empresa com a fiscalidade, como se não poupassem o suficiente na eliminação de postos de trabalho,

 

Não se vai muito longe com este tipo de raciocínio tão amigo da desregulamentação e da supressão dos humanos.


30
Mai 16
publicado por Tempos Modernos, às 12:43link do post | comentar

Vieira da Silva, ministro do Trabalho de António Costa, tem atrás um homónimo ministro daninho de José Sócrates.

 

Ao contrário do dito por muitos analistas aquando da formação do Governo em funções, Vieira da Silva estará muito longe de agradar à esquerda.

 

recuperação do encosto dos feriados aos fins-de-semana é bandeira de que muito gostam os que acabaram com quatro feriados da última vez que estiveram do Governo. Curiosamente são os mesmos que se zangam com as greves marcadas para as sextas-feiras, que o mesmíssimo argumento serve-lhes para tudo. Ignoram também os ganhos do turismo e da restauração com as pontes, assim como o retorno em IVA e IRC.

 

Para já, o anúncio de duas medidas decentes que só pecam por tardias e limitadas. Por um lado, os cortes - devia ser o fim deste regime de trabalho forçado - nos contratos emprego-inserção, por outro o aumento da Taxa Social Única nos contratos a prazo.

 


08
Dez 15
publicado por Tempos Modernos, às 12:37link do post | comentar

cedeeses.jpg

(maisfutebol.iol.pt)

 

Prossegue a necessidade de fumigar o ministério da Educação de Crato, mas também o da Solidariedade do Mota Soares - uma criação de Portas.

 

Escolas privadas a ficarem com turmas das públicas à conta do dinheiro dos contribuintes e, mais curioso, uma instituição particular de solidariedade social a fiscalizar a atribuição do Rendimento Social de Inserção.

 

Ou seja, um conjunto empreendedor que em vez de fazer pela vida, de criar negócios inovadores, apostar no risco, no mercado competitivo, e produzir bens transacionáveis e exportáveis, que é aquilo que se espera dos privados e dos particulares, opta antes por viver de rendas do Estado - verdadeiras Parcerias Público Privadas também na educação e no social.

 

 


29
Nov 15
publicado por Tempos Modernos, às 11:38link do post | comentar

 

besnovo.jpg

(fonte: jn.pt)

 

Eu não percebia como se podia transferir para um sistema privado as pensões mais altas pagas pela segurança social.

 

Quando lhe disse não ver o sentido de querer encher o poço, secando-lhe as maiores fontes que o alimentavam, chamou-me demagogo.

 

Os últimos anos bem nos mostraram como a realidade se tornou demagógica. E apesar dos incontáveis programas televisivos apresentados por comissários da tróica e do Governo PSD, CDS/PP, acreditava-se haver noutros a honestidade do repensar velhas ideias feitas.

 

Nada disso. Não esperava que acontecesse ainda durante a minha vida, mas, depois da falência do Lehman Brothers, vi documentários demagógicos mostrando gente de 90 anos forçada a regressar ao trabalho por ter perdido os planos poupança reforma feitos em sistemas de segurança social privados. Depois foram as falências na Banca por cá.

 

Gente na rua, gritando e exigindo a intervenção do Estado para repôr ou para se substituir às promessas quebradas das financeiras privadas. Muitos dos que hoje se manifestam e queixam do Banco Espírito Santo são a imagem - mais viva do que as 1000 palavras - do que pode vir a acontecer aos pensionistas que se fiarem das promessas dos sistemas de segurança social dirigidos pelas seguradoras e pelos bancos. Todo este tempo, esteve para se retorquir aqui com qualificativos sustentados na realidade a quem procurara insultar com o demagogo .

 

Só o facto de, durante esta fase, os Tempos Modernos se terem tornado bissextos, impediu de escrever que, depois de tudo que acontecera à banca, apenas sociopatas e criminosos defenderiam o plafonamento propondo a transferência das pensões mais altas, as dos contribuintes que fazem maiores descontos, para um sistema privado de segurança social.

 

Foi pena não o ter escrito. Depois disso, já em fim de vida, o Governo do PSD/CDS-PP lembrou-se de querer introduzir o plafonamento .e o sistema privado de segurança social. Esperava eu que os jornais, escaldados com o Lehman Brothers, o BPN, o BES, se lembrassem ao menos de reavivar na memória dos leitores os problemas de solvência e de sustentabilidade surgidos em vários sistemas mundias de segurança social privada.

 

Nada disso, a publiação onde está o mesmo editor que me chamou demagogo fez, imediatamente, um especial de corrida a explicar a proposta de plafonamento do Governo PSD/CDS-PP. Mesmo que a coisa não passasse, havia que ir insistindo para criar nas pessoas a ideia de que de uma péssima ideia brotará maná e mel. Que interesses por trás de tantas peça de jornais? De certeza não serão os dos leitores.

 

 

 


08
Jan 13
publicado por Tempos Modernos, às 10:37link do post | comentar

Durante anos, tive discussões de monta contra o plafonamento da Segurança Social e a sua entrega (mesmo que parcial) aos sectores privados. Tive-as com editores, chefias de redacção e outros que continuam entre o bem-empregados e o promovidos na comunicação social. Há até quem ocupe lugares de direcção e mesmo na área económica. 

 

Um dos meus principais argumentos (que não é meu, apenas concordo com ele) seria o de que em caso de falência das instituições financeiras, teriam de ser Estado e contribuintes a arcar com as reformas dos que tinham apostado e perdido as suas poupanças nos planos geridos por bancos e seguradoras.

 

O que não esperava era que a realidade provasse tão cedo e de modo tão ruidoso aquilo que então dizia. Andam aí os bancos que os governos não deixam falir e cujo falhanço os contribuintes têm de pagar (aqui ou aqui).

 

 

 


11
Dez 12
publicado por Tempos Modernos, às 19:40link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 

(Foto: dn.pt)

 

Anda aí um grupinho de militantes e dirigentes populares soprando o descontentamento com a governação e com os caminhos da coligação que sustenta o Executivo.

 

João Almeida reclama mesmo poder o CDS-PP continuar a exibir o emblema de partido dos contribuintes

 

Esta postura tem ao menos a vantagem de sempre poderem largar mão do odioso, caso o cavalo do poder se lhes apresente por outra banda - por exemplo, a do Partido Socialista. O Governo poderá então cair, mas de modo responsável que o CDS-PP não deixará o poder tombar na rua.

 

Mas sobre o real papel do CDS-PP na situação que o país atravessa falam mais alto apelos como os do movimento Vidas Penhoradas, gente a quem o Ministério do dirigente popular Pedro Mota Soares ameaça com a penhora de bens e rendimentos.

 

Em causa, a falta de pagamento das prestações a que estão obrigados e a que não conseguem fazer face se quiserem continuar a alimentar-se e a ir trabalhar. 

 


21
Set 12
publicado por Tempos Modernos, às 19:45link do post | comentar

 

(Foto: Blog do Bueno)

 

A TVI24 tem no terreno da vigília ao Conselho de Estado uma repórter que propaga o fervor anti-partidos daquela gente.

 

Em frente ao palácio de Belém, uma manifestante cobre com estridência violenta um directo de Catarina Martins, do BE, e a jornalista generaliza e conclui que como a "manifestação é cidadã", "os" manifestantes não vêem com bons olhos a presença de gente "dos" partidos".

 

Se desse uma voltinha na blogosfera teria talvez dado conta de que muitos dos que apelaram à vigília em frente ao palácio de Belém são militantes ou simpatizantes do PS, do PCP e do BE. Se ouvisse mais gente, perceberia que boa parte do discurso produzido pelos manifestantes não só não é anti-partidos como está longe de engalfinhar a totalidade dos partidos no mesmo saco.

 

Em simultâneo, em directo do estúdio, Helena Matos comenta a situação política. Uma escolha bastante informativa. Não só é uma das ultras da propaganda de direita, como no passado dia 15 conseguiu ver uma manifestação de "alguns milhares" de pessoas uma vez que "o povo foi para a praia".


11
Set 12
publicado por Tempos Modernos, às 13:35link do post | comentar | ver comentários (1)

(Foto: DN.pt)

 

Quando começou a trabalhar já vigorava a isenção de pagamento de segurança social durante o primeiro ano de actividade.

 

O patrão tardava em pagar, pagava com vários meses de atraso, e para poder comprar o passe, chegou a levantar dinheiro de uma conta a prazo para não pedir dinheiro emprestado aos meus pais. Chegou até a comprar material imprescindível para os alunos à sua custa, material que tardaram vários meses em pagar-lhe.

 

Quando se dirigiu, à segurança social para se inscrever e começar a fazer os descontos, a senhora da loja do cidadão do Éden, disse-lhe que teria todos os meses de pagar uma verba fixa, de dimensão variável, cujo impacto futuro na pensão de reforma não conseguiu explicar-lhe.

Disse-lhe que uma vez que não recebia todos os meses, não poderia pagar segurança social todos os meses. Que podia sim, pagar rectroactivamente quando recebesse vários meses de salários de uma assentada.

 

Já na altura não entendia a lógica de que a taxa social de base não fosse então uma percentagem do ordenado de cada um, mas sim um valor fixo, plano, igual para toda a gente. Também não entendia a lógica de ter de se continuar a pagar segurança social quando não se estava a trabalhar, como acontece aos artistas de trabalho concomitante e cada vez a mais gente.

 

Lá lhe agradeceu a atenção, disse-lhe para passar bem e que uma vez que tinha de ter dinheiro para os transportes para ir trabalhar e para poder comer não iria inscrever-se na segurança social. Poderia ter acrescentado que o fossem prender quando fosse caso disso, mas as grandes falhas da coisa pública não dependem dos funcionários.

 

Teve sorte. Quando Manuela Ferreira Leite subiu às Finanças uma das medidas que tomou foi desviar dinheiro da Segurança Social para fazer face a outras despesas do Orçamento de Estado e contribuindo para o buraco das reformas.

 

 

Outra medida foi o lançamento de um perdão das multas a quem tivesse os pagamentos em atrasos, ela que tanto tinha criticado Guterres por iniciativa semelhante.

 

Já com outro trabalho, o devedor aproveitou a benesse. Metido numa bicha interminável onde estavam artistas e até o irmão da governante, leu metade de O Idiota, do Dostoiévski, e lá pagou as contribuições em atraso, cuja verba pusera de parte enquanto aguardava melhores dias. Que nunca vieram.


15
Abr 12
publicado por Tempos Modernos, às 09:46link do post | comentar | ver comentários (1)

Ainda não há muito tempo, o Estado português nacionalizou o BPN para o salvar de ir à falência. Risco sistémico para o sistema financeiro, foi a desculpa que nos afundou castastroficamente na crise que vivemos.

 

A partir de 2007, perdeu-se a conta aqueles que nos Estados Unidos perderam as reformas de uma vida à custa da falência de instituições bancária e da crise do subprime. Alguns, octagenários tiveram de regressar ao mercado de trabalho para poder sobreviver.

 

Ora, Pedro Mota Soares quer privatizar a segurança social passando parte dos descontos para as reformas para bancos e seguradoras. A ideia

é velha.

 

Pouco importa que transfira dinheiro para a Banca desviando as receitas da segurança social pública solidária e universal. PSD e CDS-PP têm contribuido activamente para o seu colapso. Isso nunca os precupou, dir-se-ia até que é um objectivo. É que nem a recente história do sistema bancário os ensinou.

 

Quando os bancos voltarem  a falhar, arrastando consigo as reformas de quem apenas descontou para os sistema financeiro, espero que não venham mais uma vez pedir contas ao Estado e aos outros contribuintes e que se lembrem de ir bater à porta dos que aprovaram o crime.


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