16
Jan 17
publicado por Tempos Modernos, às 11:18link do post | comentar

Aqui perto, junto ao metro, há um café cuja porta emboca directamente numa passadeira.

 

É ver os clientes disparados, porta fora, quando chega o metro à estação defronte. Nem olham para os lados a ver se há trânsito. Páre quem vier. Prego a fundo, se ainda for a tempo.

 

Já na entrada de cima do metro, são os automóveis, que um bocado antes têm um entroncamento com subida e perda de priroridade, a acelerar a fundo quando se aproximam da passadeira.


01
Abr 14
publicado por Tempos Modernos, às 10:54link do post | comentar | ver comentários (2)

Tenho escassas esperanças no civismo rodoviário dos portugueses.

 

Ontem apanhei boleia e naquele escasso lapso temporal em que o sinal dos automóveis está quase a passar a verde, já um peão acabado de chegar à passadeira carregava entusiasmado no botão para colmatar os tempos de espera demasiados longos.

 

E estou sempre a ver artistas do género. Não esperam um segundo que seja. É chegar e usar. E o pior é que nem todos estes botões têm efeito placebo.

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15
Nov 12
publicado por Tempos Modernos, às 11:39link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: Eventos Cicloturísticos, blogue da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta)

 

Ciclistas estão descontentes com a Avenida da Liberdade. E eu estou arrependido de ter defendido a criação de condições para que os ciclistas pudessem circular em Lisboa.

 

É rara a semana em que não tenho de me desviar de ciclistas circulando em cima do passeio. Já por várias vezes quase fui passado a ferro em passadeiras por bicicletas que não páram ao sinal vermelho para veículos e que não respeitam o sinal verde dos peões.

 

Depois, há também uma quantidade grande de ciclistas que acha razoável usar as passadeiras para atravessar a rua, e mudar de direcção, ziguezagueando entre os peões sem se dar ao trabalho de desmontar.

 

Achava que o ciclista-tipo seria um cidadão educado, consciente, preocupado com o ambiente, com o consumo energético, com a saúde. A experiência pessoal como peão diz-me o contrário. São demasiadas ocorrências para achar que é mera coincidência. 


16
Set 12
publicado por Tempos Modernos, às 08:59link do post | comentar

 

(Foto: Rádio Horizonte)

 

A rotunda do marquês, em Lisboa, nunca foi fácil de fazer. As alterações que agora chegam não inspiram grande confiança, parecem acrescentar confusão e forçar a um redobrar de atenção e habilidade condutora num sítio onde já todo o cuidado é pouco.

 

É outra questão que o Automóvel Clube de Portugal teime em criticar a câmara por ser "anti-automóvel" e defender o uso dos "transportes públicos".

 

A direcção de Carlos Barbosa insista em comportar-se como se a organização fosse um Partido dos Automobilistas. O que manifestamente não é. Basta conversar com os sócios.

 

A organização presta uma série de serviços que atraem muita gente. Parte grande desses serviços nada tem a ver sequer com o uso do automóvel. E muitos sócios defendem o uso privilegiado dos transporte público. Esta defesa é absolutamente compatível com os estatutos da organização. O que não é compatível são os apelos ao boicote e engarrafamento da rotunda feitos pela direcção.

 

Ao contrário do que com uma mentalidade e uma leitura arcaica, do início do século XX, quando os automóveis eram escassos, Barbosa defende, o recurso ao transporte público só beneficia quem se vê mesmo forçado a usar o automóvel.

 


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