06
Jan 17
publicado por Tempos Modernos, às 20:12link do post | comentar

O subsídio que os contribuintes, através da descida da Taxa Social Única, vão dar às empresas para aumentarem o salário mínimo é um erro. Não apenas do ponto de vista filosófico mas também dao ponto de vista da solução de governo encontrada pelas esquerdas parlamentares em 2015.

 

Agora, Vera Jardim, figura do PS com uma certa gravitas, ex-ministro de António Guterres, sugeriu que o PS force a nota da Europa para marcar diferenças com o BE e o PCP.

 

Alguns dentro do PS evidenciam uma vertigem suicida.

 

 


25
Mai 12
publicado por Tempos Modernos, às 19:10link do post | comentar

 

Nuno Crato tem sobre o saber e o ensino uma visão fechada e saudosista.

 

A ideia peregrina de encher o percurso escolar de exames demonstra-o bem, ao mobilizar todo o sistema de ensino para responder a avaliações finais em vez de o mobilizar para a aprendizagem.

 

Por outro lado, ao excluir o ensino português de avaliações internacionais mostra receio de júris independentes. A ideia de permitir aos pais que escolham as escolas que os filhos irão frequentar é demagógica e impotente. Oficializa a discriminação de estudantes que em muito sítios era já feita encapotadamente. Há anos - pelo menos desde Roberto Carneiro - que se reclamava proximidade e mais participação das comunidades na vida escolar, Crato meteu essa ideia no bolso, aumentou turmas à desmesura e inventou super mega agrupamentos. 

 

 

No entanto, talvez haja ruído a mais em relação à decisão de dar prioridade a cursos de formação profissional nos sectores da Indústria e da Agricultura em detrimento de alguns serviços. São sectores produtivos que o país destruiu nas últimas décadas, como quase só à Esquerda se denunciou.

 

Portugal vive das importações. E o modelo de serviços e turismo não deu grandes resultados em termos de PIB e redistribuição de riqueza. Se somos incapazes de produzir viaturas, torradeiras ou televisões, haja ao menos quem seja capaz de as arranjar quando se estragam. É uma maneira de se deixar de ir comprar outras ao estrangeiro, desequilibrando a balança de pagamentos e gerando mais e mais desperdício, económico e ambiental.

 

Depois, mais facilmente um electricista ou um mecânico prescindem de um patrão (e ficam com o dinheiro que fizerem), do que um técnico multimédia ou um animador turístico. Tudo que der liberdade de escolha a quem trabalha só traz vantagens. Virtudes em que o elitista Crato não terá pensado.


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