01
Jan 17
publicado por Tempos Modernos, às 20:46link do post | comentar

Não se percebem especiais vantagens nas mudanças cronísticas do Diário de Notícias. Aproveita-se o momento do abandono das instalações da Avenida da Liberdade (que só por si constitui um crime cultural), sabe-se lá com que consequências para o espólio do jornal.

 

Parte dos novos cronistas são desconhecidos e logo pouco atractivos, outra parte é demasiado conhecida e logo nada atractiva - a quem é que ainda interessa o que António Barreto anda a repetir há décadas? E Vítor Bento, o ex-conselheiro de Cavaco, já não tem espaço próprio suficiente na televisão?

 

Depois, esperava-se que não cortassem as crónicas diárias, curtas, de Ferreira Fernandes, o registo em que o jornalista melhor funciona.

 

 


12
Mar 14
publicado por Tempos Modernos, às 18:25link do post | comentar

 

Na altura em que se publicou isto, iam-se os jornais enchendo dos habituais defensores dos consensos que nos trouxeram à presente tragédia económica elogiando as palavras do defesa direito de Passos Coelho e Paulo Portas em Belém.

 

No dia a seguir, 70 agentes políticos, económicos e sociais lançaram um manifesto defendendo a reestruturação da dívida,  em manifesto contrapelo com a opinião cavaco-governamental da véspera.

 

Cavaco, é mais que público, manteve até ao limite do insuportável Dias Loureiro, no Conselho de Estado, e trocou-o pelo o sempre opinoso, amoral e cínico Vítor Bento. Mandou recolher Fernando Lima aos aposentos e para longe dos olhos depois de este andar com José Manuel Fernandes dando corda à inventona das escutas. E podia continuar-se.

 

Agora, dois assessores presidenciais atreveram-se a subscrever o manifesto dos 70. Já tiveram guia-de-marcha para fora do palácio de Belém.

 

Cavaco vinca bem em que alhada nos quer a todos metidos.


27
Out 13
publicado por Tempos Modernos, às 17:11link do post | comentar | ver comentários (1)

Num sítio onde a decência cívica fosse valorizada e onde a falta de vergonha na cara fosse condenada, nenhum jornalista digno desse nome iria ouvir Vitor Bento a defender o aprofundamento dos cortes nos salários e despesas sociais com os seus concidadãos.
Como foi amplamente divulgado na ocasião, o sucessor de Dias Loureiro no Conselho de Estado esteve dez anos ocupando um lugar na banca privada. No final dessa licença sem retribuição, ou lá qual era a figura jurídica que se encontrou para fazer o jeito, Bento voltou ao lugar de origem no Banco de Portugal para ser promovido por mérito e acabar reformado com uma pensão mais alta.

Nada mau para o homem que Cavaco nomeou para suceder ao também seu Dias Loureiro no Conselho de Estado. Um Vítor Bento defensor empenhado do Governo de Passos Coelho e Paulo Portas. Do mesmo Governo que ainda agora informou os professores do ensino secundário que não há subsídios de despedimentos, pré-reformas ou regresso ao Estado para ninguém se aceitarem rescindir os vínculos contratuais. 
Um Faz aos outros, o que nunca fizeste a ti que integra o conselheiro presidencial nessa oligarquia sinistra, medíocre e cúpida que circula e divide entre si lugares na banca e à sombra do Estado português.

Na quinta-feira, Vítor Bento escreveu para o Público um artigo onde, como virgem impoluta que nunca tivesse sido picado pela asquerosa ideologia, cavalga e reforça a histérica fatwa anti-constitucional conduzida pela Comissão Europeia, pelo FMI, por domésticos barretos.

Pela prosa do homem percebe-se que não faz a mínima ideia do que é um Estado de Direito, do que seja uma Democracia ou sequer a separação de poderes - uma coisa pensada (como toda a gente sabe) lá no longínquo século XVIII pelo barão de Montesquieu.

Que Cavaco se tenha rodeado de tais cabeças apenas escancara a dimensão da tragédia em que nos deixámos envolver.


10
Fev 13
publicado por Tempos Modernos, às 10:04link do post | comentar

Depois de, ontem, o Dinheiro Vivo ter entrevistado António Borges, o grupo do Diário de Notícias parece prosseguir um especial ângulo doutrinante.  Hoje, foi a vez de dar grande destaque online a Vítor Bento, outro defensor do estado a que chegámos.

 

"Gente que conta" é uma rubrica de entrevistas partilhada entre o DN a TSF e contaram agora com quem nunca contou com os portugueses. Como Vítor Bento já se vê pouco pelos jornais devia ter algo de novo para dizer, ou então não havia mais ninguém disponível para botar faladura.

 

De certeza que não encontraram gente que pagasse contas e a taxa social única para colocar em lugar de honra. É sempre mais fácil ligar a um representante dos banqueiros, um pessoal que, sempre que pode, e pode sempre, se pira com as massas para qualquer sítio longe da mão do Estado.


09
Nov 12
publicado por Tempos Modernos, às 09:14link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 

(Foto: SIC Notícias)

 

Num país com uma opinião pública mais informada e exigente, Vítor Bento não teria condições para ser conselheiro de Estado ou para, através da comunicação social, dar conselhos moralistas aos outros.

 

Mas é. E é um dos propostos por Cavaco, que só tem nomeado gente que pensa como ele, ao contrário de Mário Soares e Jorge Sampaio que procuraram o pluralismo no aconselhamento.

 

Vir agora um conselheiro de Estado defender a refundação do regime e revisão da constituição, na linha de Passos Coelho, lança confusão sobre o longo silêncio cavaquista, quebrado apenas num hotel de luxo.

 

Curioso quando até o FMI parece já ter percebido algumas coisinhas básicas e Cavaco fora de portas também. Caso não se tenha dado por isso, a refundação do país e a revisão da Constituição apenas visam promover o rumo que se tem seguido.


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