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Demonstração política

por Tempos Modernos, em 02.08.13

Eu sou aquilo que se chama uma pessoa bem intencionada.

 

Ora, do meu ponto de vista, Maria Luís Albuquerque tem sucessivamente alterado aquilo que diz a propósito do seu conhecimento das SWAPS. À medida que Teixeira dos Santos, Costa Pina e até o seu ex-chefe Vítor Gaspar dizem coisas, a já não tão recente nova ministra das Finanças matiza o que diz.

 

Até Marcelo Rebelo de Sousa, sempre pronto a defender os pontos de vista clubístico-partidários do PSD de ambos, confirmou que Maria Luís Albuquerque mentiu.

 

E, se mentiu, não tem, concluo eu, condições ou idoneidade para se manter no cargo. Deveria demitir-se ou ser demitida.

 

Pouco interessam as garantias que Passos Coelho deu a Cavaco Silva sobre Maria Luís Albuquerque.

 

A caução dada pelo primeiro-ministro em nada atenua outra informação que Cavaco tem sobre a ministra - Exactamente a mesma que o comum dos mortais tem sobre ela: a sucessora de Gaspar mentiu.

 

Anteontem, na sequência de novos dados sobre os conhecimentos da ministra a propósito da existência de SWAPS, e de nova matização de afirmações anteriores, Cavaco voltou a abonar a manutenção da governante.

 

De acordo com um aforismo muito querido ao inquilino de Belém duas pessoas bem intencionadas com a mesma informação chegam necessariamente à mesma solução. 

 

Sendo eu bem intencionado, vide supra, e advogando a demissão de uma governante pouco séria com a verdade - até o seu correlogionário Marcelo diz ter mentido -, só se pode concluir, de acordo com o aforismo presidencial, que Cavaco não é uma pessoa bem intencionada.

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publicado às 22:42

O tempo que escorrega das mãos de Gaspar

por Tempos Modernos, em 10.04.13

 

 

(Foto: turbosquid.com)

 

Com banga, um Relvas já crepuscular deu posse a Miguel Gonçalves como embaixador do Impulso Jovem - programa governamental de combate ao desemprego.

 

O ministro colhera o seu novo protagonista no youtube o que diz mais sobre um estilo que muitas equivalências. 

 

O programa Impulso Jovem, última acção do Relvas governamental, ficou agora suspenso pelo despacho-interruptor de Gaspar.

 

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publicado às 20:31

 

(Foto:bundesfinanzministerium.de)

 

Esta é a nave de loucos inimputáveis que sequestrou as poupanças dos cipriotas, não é?

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publicado às 17:27

Um reitor à altura dos dias que correm

por Tempos Modernos, em 09.04.13

 

(Foto: aulamagna.pt)

 

"Não é fechando o país que se resolvem os problemas do país

 

"1. Por despacho do ministro das Finanças, de 8 de Abril de 2013, o Governo decidiu fechar o país e bloquear o funcionamento das instituições públicas: ministérios, autarquias, universidades, etc. O despacho é uma forma de reacção contra o acórdão do Tribunal Constitucional, como se explica logo na primeira linha. O Governo adopta a política do “quanto pior, melhor”. Quem, num quadro de grande contenção e dificuldade, tem procurado assegurar o normal funcionamento das instituições, sente-se enganado com esta medida cega e contrária aos interesses do país.

 

2. Todos sabemos que estamos perante uma situação de crise gravíssima. Mas é justamente nestas situações que se exige clareza nas políticas e nas orientações, cortando o máximo possível em todas as despesas, mas procurando, até ao limite, que as instituições continuem a funcionar sem grandes perturbações. O despacho do ministro das Finanças provoca o efeito contrário, lançando a perturbação e o caos sem qualquer resultado prático.

 

3. É um gesto insensato e inaceitável, que não resolve qualquer problema e que põe em causa, seriamente, o futuro de Portugal e das suas instituições. O Governo utiliza o pior da autoridade para interromper o Estado de Direito e para instaurar um Estado de excepção. Levado à letra, o despacho do ministro das Finanças bloqueia a mais simples das despesas, seja ela qual for. Apenas três exemplos, entre milhares de outros. Ficamos impedidos de comprar produtos correntes para os nossos laboratórios, de adquirir bens alimentares para as nossas cantinas ou de comprar papel para os diplomas dos nossos alunos. É assim que se resolvem os problemas de Portugal?

 

4. No caso da universidade, estão também em causa importantes compromissos, nomeadamente internacionais e com projectos de investigação, que ficarão bloqueados, sem qualquer poupança para o Estado, mas com enormes prejuízos no plano institucional, científico e financeiro.

 

Na Universidade de Lisboa saberemos estar à altura deste momento e resistir a medidas intoleráveis, sem norte e sem sentido. Não há pior política do que a política do pior."


Lisboa, 9 de Abril de 2013

António Sampaio da Nóvoa

Reitor, Universidade de Lisboa"

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publicado às 19:45

O chumbo mal explicado e mal contado aos (e)leitores

por Tempos Modernos, em 02.04.13

 

(Foto: martinwestlake.eu)

 

Eduardo Oliveira Silva, director do jornal i, não ouve Marcelo Rebelo de Sousa. Pelo menos não o ouviu há duas semanas. Ou talvez para não destoar da classe, tenha ligado só às partes mais orelhudas. Aquelas em que o comentador falou do seu próximo colega José Sócrates.

 

Hoje, em editorial, o jornalista recusa que se governe "procedendo anualmente de forma provocatória em relação" à Constituição e afirma que quem o faz  "não tem condições éticas para exercer o poder".  


Acrescenta mais. "Dir-se-á que a Constituição está velha e obsoleta em alguns aspectos. Está. Mas para a mudar é preciso procurar consensos dentro da Assembleia da República ou então apresentar um programa ao eleitorado que concite o apoio de tantos votantes" que elejam deputados em número suficiente para a mudar. Se no essencial o editorial é razoável e equilibrado, até feliz, neste parágrafo o jornalista incorre num erro. Infelizmente muito propalado.


Como lembrou Marcelo, o Orçamento de Estado poderá chumbar, mas não por a Constituição estar "velha e obsoleta". Onde o Orçamento de Passos Coelho, Vítor Gaspar e Paulo Portas se arrisca a chumbar é no tipo de articulado que todas as constituições de países democráticos sempre terão. Seja em Portugal, seja nos Estados Unidos da América.


Não serve de nada alterar a Lei Fundamental com o pretexto que não está de acordo com a realidade e que não deixa governar. O que estará no cerne de uma eventual decisão negativa do Tribunal Constitucional serão questões como a igualdade dos cidadãos perante a lei e perante a tributação. E alguém aceita que uns cidadãos sejam mais cidadãos que outros? Já basta o que basta.


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publicado às 13:24


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