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(Fonte: em dn.pt, Paulo Spranger - Global Imagens)

 

O PCP chamou-lhe "frete", Vasco Pulido Valente "um puro «tempo de antena»". Independentemente das acusações, a condução do processo de lançamento d'O País Pergunta prova a completa desadequação de Paulo Ferreira para o cargo de director de informação do canal público de televisão.

 

Primeiro, o programa não podia ter sido emitido em cima das autárquicas ignorando todos os outros partidos, como o director de informação do canal defendeu.

 

Segundo, nada justifica que este modelo do "Eleitor pergunta que o entrevistado responde" fique reservado para o primeiro-ministro e para António José Seguro, como se informar consistisse em, ainda mais que em afunilar as escolhas dos eleitores, em dar-lhes só as opções tidas como legítimas pelos cultores dos sacrossantos critérios editoriais.

 

Os canais de televisão têm obrigações de serviço público e de pluralismo e, mesmo quando instrumentalizada por sucessivos governantes, a RTP por maioria de razão.

 

No meio disto, há sempre uns grandes repórteres disponíveis para recomendar a coisa como "serviço público". Só que nada se pode fazer quanto à irreprimível vontade de certas figuras para se auto-ridicularizarem.

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publicado às 09:40

As intenções dos outros

por Tempos Modernos, em 14.05.13

 

(Foto: sicnoticias.sapo.pt)

 

Desde que, há dois domingos, Paulo Portas foi à televisão explicar o denodo com que continuava a defender reformados, tem andado o espaço público ocupado por um corropio de amigos, correligionários e fãs zangados com os que acusam o ministro dos Negócios Estrangeiros de encenação.

 

Alguns, como Vasco Pulido Valente - que resguardado pela declaração prévia de que é amigo de Portas pretende excluir-se da sua própria intenção política -, descobre nos críticos intenções explícitas: Tenta quebrar-se o eventual elo mais fraco do Governo para o derrubar.

 

Como se comprovará, há dois anos que por aqui se liga Paulo Portas e encenação. A ideia está longe de ser original, embora em muito da análise  publicada a pareçam ter descoberto apenas agora e se mostrem incapazes de a ver desligada de intenção partidária. O achado recente de Pulido Valente remete mais para o campo da desatenção de que para o da especial elaboração intelectual e faro político. 

 

O mal explicado recuo (ou não recuo) em dominical conselho de ministros, apenas oito dias depois das declarações de Portas, não reforçou um ponto de vista benigno para o governante. Até prova em contrário, Paulo Portas e encenação continuam a declinar-se do mesmo modo. Mesmo entre quem tem a certeza absoluta que o seu ponto de vista em nada influenciará o futuro da coligação.

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publicado às 13:56

Falácias de um refugiado das Ciências Sociais

por Tempos Modernos, em 04.06.12

 

Vasco Pulido Valente escreve bem.

 

Depois terá estado seis meses em Oxford, o que para o indígena parvenu justifica qualquer carreira.

 

Infelizmente, incapaz de fugir ao ego, à zanga, transfere para as análises não realismo pessimista, mas auto-estima arrasada.

 

Mas isso é só problema dele.

 

O nosso é que cai demasiadas vezes na armadilha das falácias e há quem o leve a sério.

 

Mais coisa, menos coisa, em defesa de Christine Lagarde, na sexta-feira, despachou que a Europa Ocidental (aquilo que Vasco gosta de arrumar na categoria esquerda bem-pensante) se está borrifando para as crianças do Níger.

 

Não é bem assim. Pulido Valente estará. Tal como o estará Christine Lagarde, directora-geral do Fundo Monetário Internacional, que não paga impostos mas exige que os gregos pobres os paguem.

 

Ninguém minimamente informado acredita que as preocupações de Christine Lagarde com a fome em África ou os miúdos sem cadeiras nas escolas do Níger sejam legítimas e consequentes. A instituição tem feito muito pela destruição das economias africanas.

 

Que nenhum dos dois seja capaz de perceber que a nigerização europeia não risca um fósforo no fim da pobreza no mundo é parte substancial da tragédia.

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publicado às 09:29


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