16
Jan 17
publicado por Tempos Modernos, às 16:33link do post | comentar

Vital Moreira - com mais uns quantos - não perde uma oportunidade para tentar mandar abaixo o Governo do partido que apoia.

 

Ao querer que António Costa estique uma das cordas essenciais afinadas com os partidos que lhe viabilizaram o Governo, Vital Moreira ignora olimpicamente vários sapos já engolidos por BE, PCP e PEV.

 

Além do compulsivo reflexo suicidário o que terão figuras como Vital Moreira, Vera Jardim, ou Francisco Assis para oferecer aos portugueses e aos companheiros de partido?

 

 

 

 


28
Dez 12
publicado por Tempos Modernos, às 11:10link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 

(Foto: m.publico.pt)

 

 

Enquanto à esquerda se prossegue sem dar indicações reais ao eleitorado de que se pode contar com ela na governação, no Partido Socialista vive-se alinhado com o habitual. Com a lógica e alianças que conduziram o país ao ponto em que está.

 

Ontem, apenas quatro parlamentares do PS votaram contra o pagamento em duodécimos de metade dos subsídios de férias e de Natal no sector privado. Seis abstiveram-se. Os restantes votaram ao lado da maioria que suporta o Governo, de onde veio a ideia.

 

A deputada Isabel Moreira tem andado muitas vezes desalinhada com o PS. Foi uma das que votou contra. Mais uma vez o grupo parlamentar do Partido Socialista não contou com o seu voto. A justificação é límpida: "O que aqui está é o abrir da porta para a eliminação dos subsídios, os quais, sendo remunerações, são direitos fundamentais."


No PS não se entende a coisa da mesma maneira. Tal como não se entendeu quando Vieira da Silva agravou o Código do Trabalho de Bagão Félix. Ou como quando, já com Passos Coelho, otou a favor de mais alterações ao mesmo diploma. No essencial, desde Bagão Félix que se tiram direitos aos trabalhadores transferindo-os para o lado mais forte da relação laboral. Sempre com os votos favoráveis do PS.

 

Ao contrário do que alguns defendem, nenhum partido português é imprevisível. São todos aliás de uma previsibilidade notável. Bem pode o PS apresentar no comentário publicado dezenas de pontos de vista contestando a austeridade do Governo PSD/CDS-PP. Quando se trata de votar questões ligadas às questões salariais e das relações de trabalho - assuntos matriciais num partido socialista -,  o PS tem sistematicamente votado ao lado dos partidos da Direita. Mesmo quando - é o caso agora - o seu voto contrário em nada impediria a aprovação da medida.

 

Em recente entrevista ao Diário de Notícias, Vital Moreira considerou um equívoco aquilo que designou como "flirt" do PS com os partidos à sua esquerda. Apenas mais um ponto de vista semelhante a outros que tem manifestado. E todos bastante mais adequados ao sentido geral de actuação do PS do que os de Isabel Moreira, uma das deputada que vai dizendo coisas de esquerda aos eleitores. 

 

 


16
Set 12
publicado por Tempos Modernos, às 12:47link do post | comentar

 

(Foto: Público)

 

No bipolar Causa Nossa, Vital Moreira recupera o velho mantra do PS de que foram o PCP e o BE que provocaram a queda de Sócrates e a chegada de Passos Coelho ao Governo ao não aprovar o PEC IV. Tirando para efeitos de guerrilha partidária e de exarcebamento interno, é absolutamente peregrina a ideia de que comunistas e bloquistas devam ser uma espécie de tutores de outro partido.

 

Os três pacotes de estabilidade e crescimento anteriores tinham sido já chumbados pelos partidos à esquerda do PS e aprovados pelo PSD e pelo CDS-PP. Seria natural que fosse junto destes que o PS voltasse a recolher apoios. Se queria os votos à sua esquerda, teria de ter adaptado o quarto pacote. Não o fez.

 

No Causa Nossa, blogue de que é co-autor com Ana Gomes, Vital Moreira, o candidato derrotado por Paulo Rangel, do PSD, nas últimas europeias, insurge-se contra o PCP e o BE por "exigir[em] que o PS faça coro com ele" pela queda do Governo do PSD/CDS-PP. Diz haver "companhias que comprometem... "

 

Talvez tenha razão. Num partido onde a maioria dos militantes e simpatizantes se declaram de esquerda pontos de vista como este outro, uma manifesta deriva do antigo líder da bancada comunista, algo dirá sobre a ambiguidade das companhias em que o PS tantas vezes anda, entre o duríssimo discurso de João Galamba e a abstenção nas últimas alterações ao Código do Trabalho.

 

A questão é meramente académica e até admite uma resposta positiva, mas, na linha da pergunta lançada por Vital Moreira ao CDS-PP, a interrogação é legítima: pode o PS estar na oposição e ao mesmo tempo apoiar este Governo?

 

Ontem, os três partidos (e não só. Estavam lá muitos eleitores do PSD e do CDS-PP) desfilaram lado-a-lado entre a Praça José Fontana e a Praça de Espanha. Dia 29, na manifestação convocada pela CGTP, alguém arrisca previsões?

 


mais sobre mim
Fevereiro 2018
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
24

25
26
27
28


pesquisar neste blog
 
blogs SAPO